Sem diploma, Thomé continua prefeito de Rio do Sul

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no twitter
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp

 

O prefeito de Rio do Sul, José Eduardo Rothbarth Thomé (PSDB), sofreu mais um revés na justiça eleitoral, que manteve a cassação do diploma do prefeito. Na sentença, que foi proferida pelo juiz da 26ª Zona Eleitoral, Rodrigo Tavares Martins, o prefeito e o vice, Paulo Cunha tiveram o mandato cassado. O prefeito e vice respondem um inquérito, onde o Departamento de Investigação Criminal (DIC), da Polícia Civil de Rio do Sul concluiu que o dinheiro utilizado na campanha eleitoral não estava na prestação de contas à Justiça Eleitoral.

Ainda cabe recurso da sentença ao Tribunal Regional Eleitoral e o prefeito pode exercer o mandato até o  julgamento em segunda instância. A base da denúncia, foi um inquérito de mais de 1,5 mil páginas, com gravações telefônicas autorizadas pela justiça. Nas investigações, verificou-se indícios de que a prestação de contas deles seria feita com informações falsas, para o fim de deixar de declarar valores utilizados na campanha (caixa 2).

Segundo o DIC, os coordenadores da campanha eleitoral captavam recursos e gastavam em prol da candidatura de Thomé e Paulo Cunha, os valores superaram o limite de gastos estabelecidos por lei. A contabilidade paralela é uma situação típica de abuso de poder econômico diante do volume de gastos realizados e não contabilizados na prestação de contas oficial.

Além de Thomé e Cunha, outras 33 pessoas estão sendo investigadas. 

São elas: Cristian Cae Seemann; Vivaldo João Martini; Jackson Della Giustina Formiga de Moura; Almir Battisti Petris; Milton Hobus; Roberto Nasato Kaestner; Dalton Eduardo Medeiros; Marcionei Zucatelli; Ítalo Goral; Milton Goetten de Lima; Osni Luis Sens; Diógenes Della Giustina Formiga de Moura; Jefferson Alexandre Vieira; James Rides da Silva; Jaime Sborz; Jair Pedro Sansão; Márcio Luis Mantovani; Marcos Roberto Zanis; Antônio Candido Pedroso; Moacir de Oliveira Tobias; Ricardo Pinheiro; Rodrigo Henkel; Anézio Bento Faustino; Sueli Teresinha de Oliveira; Sonia Aparecida Batista Ribeiro Marconi; Ricardo da Silva; Noeli Rassaweiler Bachmann; Janara Aparecida Mafra; Eroni Francisco da Silva; Cattoni; José Pinto e Eliane Kirchner.

Em nota o prefeito disse que respeita a decisão, mas vai recorrer, e confortou os eleitores dizendo que vai permanecer como prefeito até dezembro de 2020.

NOTA OFICIAL

“Quero dizer a todos os amigos de Rio do Sul que respeito a decisão do juiz eleitoral quanto ao processo eleitoral que envolveu a nossa campanha do ano passado, apesar de não concordar. Por isso vamos recorrer e buscar decisão colegiada no TRE. Isso não me desmotiva de nenhuma forma e estou muito empenhado em continuar este grande trabalho pela cidade de Rio do Sul.

Nosso compromisso em diminuir filas de espera na saúde através de mutirões, zerar a fila de espera na educação infantil, pavimentação de 17 ruas logo no início do mandato, assim como inúmeras obras já realizadas, além de ter a coragem de realizar a reforma administrativa continua e continuará até o final do nosso mandato em 2020.

Agradeço de coração às inúmeras mensagens de apoio daqueles que acreditam que Rio do Sul não pode parar.”


Confira a decisão no link: SENTENÇA CAIXA 2 – RIO DO SUL

 

Arquivo Pessoal
Comentários