Novo prédio vai abrigar 453 servidores da ALESC

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As negociações da Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina) para a compra do prédio do Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) na Capital foram retomadas. O espaço, ao lado do Palácio Barriga Verde, seria suficiente para abrigar estruturas do Legislativo que estão dispersas em outros três prédios. 

A publicação do  edital da compra do prédio, gerou  discussão. “Não sou contra a aquisição de prédio, questiono a forma. Se precisar entrar com ação judicial, o deputado Mario Marcondes vai entrar”, avisou o representante do PSDB.

Marcondes discordou da publicação do edital apenas nos diários oficiais do Estado e da Assembleia “Quem lê diário oficial? Algum corretor, dono de imobiliária, dono de prédio? Liguei para preguntar se tinha processo administrativo para chegar àquela conclusão, porque só faltou dar a cor do prédio, e o que que me foi dito é que não tem processo”, informou o parlamentar.

Maurício Eskudlark (PR) concordou com o colega. “Os atos requerem transparência, qualquer ato que envolva o dinheiro público precisa desse trabalho e desse acompanhamento”, opinou Eskudlark.

A estrutura vai concentrar na sede própria os 453 funcionários do Parlamento que trabalham nas unidades alugadas. O Legislativo estima que, desde março de 2006 até o próximo mês de dezembro, a locação dos imóveis terá custado mais de R$ 11 milhões.

A compra de um novo prédio para a Alesc é um assunto antigo. Começou com  o ex-presidente da Casa Júlio Garcia (então no DEM) lançou, ainda em 2005, o projeto, com estimativa de gasto entre R$ 5 milhões a R$ 6 milhões, para o novo prédio, que seria uma ampliação da sede própria. Garcia deixou o cargo em 2008 sem realizar a obra. Em 2009, a construção de um novo prédio anexo ao Palácio Barriga Verde, previsto em R$ 15 milhões, era uma das metas do presidente Jorginho Mello (então no PSDB).

Em novembro de 2009, a Alesc lançou edital para construção do Anexo Sul, prevendo custo de até R$ 25 milhões. A obra estimava 11,8 mil metros quadrados, com quatro pavimentos para abrigar os 40 gabinetes parlamentares de forma padronizada. O problema é que a licitação acabou parando na Justiça, porque uma das empresas desqualificadas entrou com recurso. Em julho de 2010, o presidente Gelson Merisio excluiu a portaria e suspendeu a licitação.

Em 2011, ao custo de R$ 7 milhões, a Alesc reformou o anexo Epitácio Bittencourt para padronizar os gabinetes dos 40 deputados. Parte do prédio que era ocupada por servidores do administrativo foi utilizada pela nova estrutura e acabou deslocando os servidores para os espaços alugados.  Em 2013, Joares Ponticelli (PP)retomou a discussão e anunciou R$ 30 milhões para a compra do novo prédio

 

 

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