Transsexual morta ensinava como aplicar hormônios

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A transexual  Júlia Volp, que foi encontrada morta em Florianópolis na segunda-feira, dia 04/12, explicava em seu canal de YouTube, como aplicar hormônios. Júlia foi enterrada em Morro da Fumaça, cidade em que nasceu. O velório foi realizado com caixão fechado, já que o corpo foi encontrado em avançado estado de decomposição. A Polícia Civil acredita que a jovem tenha sido morta na quinta ou sexta-feira. O Instituto Médico Legal (IML) de Florianópolis identificou ferimentos de arma branca (faca) pelo corpo.

Júlia era transexual e, segundo a Polícia Civil, viajou para Florianópolis para trabalhar. A jovem buscava juntar dinheiro para viajar para a Itália e guardava cerca de 700 euros na bolsa. Ela havia sido deportada pelo governo italiano há alguns meses. O objetivo de trabalhar na ilha era recuperar esse dinheiro e voltar para a Europa.

 

A União Nacional LGBT de Criciúma emitiu uma nota de pesar sobre a morte da jovem e levantou o debate sobre as estatísticas do país. Segundo a nota, em 2016 o índice de assassinatos contra pessoas LGBT bateu recorde de 347 mortes no país.

A psicóloga especialista em gênero nas escolas e integrante do Programa Diversidades, Inclusão e Direitos Humanos (DIDH) da Unesc, Rita Guimarães, ressalta a importância de falar sobre o assunto. “Eu honestamente não vejo outra saída que não pela educação.

É falando sobre a diversidade, sobre direitos humanos, sobre cultura de paz que a gente cria pessoas melhores para esse mundo”, ressalta. “Hoje estamos de luto e estamos com muito medo também. Mas não estamos sós. Pela Julia e por tantas outras Julias que estão por aí, resistiremos”.

 

 

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