Materiais para pavimentação somem no meio do mato

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no twitter
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp

Após um ano de paralisação, os moradores do loteamento Santa Clara, no bairro Laranjeiras, cobram o reinício das obras de pavimentação de cinco pequenas ruas na localidade. Desse pacote, apenas uma foi pavimentada, ainda na gestão anterior, que foi a rua Hercílio Padilha. Faltam ser pavimentadas as ruas Ribeirão Preto, Bom Jesus da Lapa, dos Imigrantes, e outras duas ruas que não são nominadas, são elas a rua 1000 e rua 1003.

Conforme reportagem do Jornal Diário do Alto Vale de hoje (09/01), a ex-presidente da Associação de Moradores do Alto Laranjeiras, Santa Clara, Luciana Hack Wolf, disse que no início do ano passado as obras foram paralisadas sob o argumento da prefeitura que a licitação realizada pela gestão anterior teria sido irregular. “Estamos desde o ano passado cobrando para que eles regularizem isso e façam essas obras o quanto antes”, conta.

Ela explica que na época realizou reuniões comunitárias em todas as ruas não pavimentadas do loteamento, onde os moradores se colocaram a disposição para pagar parte dos custos das obras. O atual presidente da Associação de Moradores, Áurio Gislon, afirmou que a parte burocrática é responsabilidade da prefeitura. “Gostaríamos que eles agilizassem o processo e que venham fazer aquilo que foi combinado quando as pedras vieram para cá, pois o objetivo era pavimentar essas ruas. Os moradores estão ali na poeira, na lama, no buraco”, explica.

FOTO: Bryan Klug – Os paralelepípedos estão armazenados no campo de futebol das crianças há pelo menos um ano

Sem estrada e sem campinho

A única área de lazer disponível para as crianças está impossibilitada de ser utilizada devido aos paralelepípedos que foram depositados no local após a pavimentação da rua Rui Barbosa. Luciana conta ainda que por duas oportunidades cidadãos foram pegos furtando os paralelepípedos do local. “Do jeito que está, tudo abandonado, eles pensam que isso aqui não tem dono, mas isso é da comunidade, é uma conquista dos moradores do Santa Clara”, adverte.

A expectativa da diretoria da Associação de Moradores, é implantar em um futuro próximo uma sede social, com campo de futebol e área para lazer. “Temos a promessa de algumas emendas parlamentares da ordem de R$ 280 mil, recursos que assim que liberados poderão ser utilizados”, revela Gilson.

Exceto pela falta de espaço para as crianças brincarem, os dois líderes comunitários afirmam que por enquanto as pedras não estão prejudicando o cronograma de construção da sede. “Até porque esta emenda parlamentar será repassada para prefeitura que ficará responsável pelo processo burocrático de licitação e a gente sabe que demora”, explica o presidente.

Rua Gentil Becker

A moradora Cintia Metzger Pereira, reclamou da falta de segurança na rua Gentil Becker, via de tráfego de caminhões, ônibus, e um dos principais acessos ao Centro de Educação Infantil Augusto Bosco. “Ela tem uma descida muito acentuada e os motoristas aceleram desde o topo do morro causando perigo a pedestres e moradores. Esses dias jogaram uma caçamba de areia para tapar uns buracos, aí que ficou perigoso”, conta.

Os moradores também pediram providências devido a queda de um muro de contenção que ocorreu na rua Emílio Medeiros, em junho do ano passado. “Por diversas vezes chamamos a Defesa Civil e não fomos atendidos. Nós fomos buscar uma lona para cobrir as fendas na terra, além disso, tivemos que nos organizar e pagar um guincho para retirar uma pedra de cerca de 5 toneladas que ameaçava os moradores da rua debaixo”, contou o atual presidente.

Avanços entre prefeitura e moradores

Os líderes comunitários informam que dentro de um ano, o único avanço que ocorreu nas negociações entre prefeitura e moradores foi o fechamento de alguns buracos abertos pela Casan nas ruas Porto Seguro e Recanto Alegre. “Reivindicamos o conserto por diversas vezes e não fomos atendidos. Então plantamos cinco bananeiras em cinco buracos diferentes e uma semana depois a prefeitura veio fechar”, revelaram.

Eles contam que também foram pintadas as faixas de sinalização de trânsito nestas duas e em outra rua pavimentada na gestão anterior.

Líder comunitária foi intimidada

Apesar de não querer revelar o nome, Luciana Hack Wolf afirma que foi intimidada por um membro do primeiro escalão do governo do prefeito José Thomé (PSDB), por mensagens de whatsapp. “Não adianta mandar mensagem no meu whats para pedir para que eu fique quieta, porque eu não vou ficar. Quero que seja feito o que é direito do povo, é pago imposto, IPTU, todo mundo paga direitinho então eu quero que seja dada continuidade nas obras que ficaram pendentes”, dispara.

Os líderes comunitários também pediram atenção na manutenção das ruas São Joaquim, rua Lages, Estrada do Acre e Ernesto Feldmann, que dão acesso ao loteamento. Além disso, solicitaram a gentileza da prefeitura para incluir as ruas Gentil Becker e Travessa Sete Quedas no plano de pavimentação do município, e que inclusive, moradores estarão dispostos a auxiliar por meio da Lei de Contribuição por Melhoria.

O que diz a prefeitura

De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura de Rio do Sul, não haviam projetos para pavimentação das ruas Ribeirão Preto, Bom Jesus da Lapa, dos Imigrantes, e outras duas ruas que não são nominadas, são elas a rua 1000 e rua 1003, e a Secretaria de Infraestrutura trabalha construção desses projetos com base na Lei de Pavimentação Comunitária, o novo nome adotado para a Lei de Contribuição para Melhoria.
Em relação a queda do muro de contenção da rua Emílio Medeiros, a assessoria de imprensa da prefeitura de Rio do Sul informou que também está elaborando o projeto.

Em relação a intimidação que Luciana alegou que sofreu por meio de mensagens de whatsapp, a assessoria informou que ela deve denunciar o problema à Controladoria Interna da Prefeitura de Rio do Sul.

TEXTO: Rafael Beling/Jornal Diário do Alto Vale

Comentários