Em Atalanta, REDE lança candidatos ao Governo e Senado

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Alto Vale do Itajaí terá candidata ao Senado

Rede Sustentabilidade de Santa Catarina, realizou no último sábado, 13/01, em Atalanta, uma reunião para definir a estratégia do partido em Santa Catarina. O  professor Rogério Portanova manifestou intenção de apresentar seu nome como candidato a governador do Estado na próxima convenção eleitoral da legenda. Portanova declarou que esse é um momento importante para levar as bandeiras da Rede à sociedade catarinense e apoiar a luta da porta-voz nacional do partido, Marina Silva, que por sua vez é pré-candidata à presidência da República.

O professor Rogério Silva Portanova é natural de Florianópolis. Professor de direito e Coordenador de Gestão Ambiental da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). É especializado em Sociologia Política, com doutorado em Sociologia e Antropologia da Política, pela Universidade de Paris, e pós-doutorado pela Universidade Lusíada de Lisboa. Tem experiência e atuação histórica nos temas ecologia e política.

Ao lado de Portanova a REDE decidiu lançar outros dois pré-candidatos a cargos para o Senado Federal: Miriam Prochnow e Diego Mezzogiorno.

Miriam Prochnow é de Atalanta. Pedagoga, especialista em ecologia. Fundadora da Apremavi, tem 30 anos de experiência nacional e internacional em coordenação de organizações da sociedade civil na área ambiental, com enfoque no acompanhamento e proposição de Políticas Públicas, Sustentabilidade, Educação Ambiental e Desenvolvimento Institucional. Atua em ONGs, REDEs e já trabalhou no Ministério do Meio Ambiente.

Diego Mezzogiorno é natural de São José dos Campos e mora há 15 anos em Florianópolis. Formado em administração e turismo e pós-graduado em relações internacionais. Conselheiro da Câmara de Comércio Brasil-Itália, é um dos líderes da criação dos consulados italianos em Santa Catarina e Espírito Santo.

Outros diversos pré-candidatos já manifestaram interesse em participar das eleições para os cargos de deputado estadual ou federal. A REDE preza pela garantia de que todos os candidatos estejam comprometidos com os ideais e princípios estabelecidos no estatuto do partido.

O anúncio se deu durante encontro do Diretório Estadual da Rede, que divulgou documento com algumas posições relativas ao ano eleitoral, denominado Carta de Atalanta.


Carta de Atalanta

Em 2018 a renovação será com sustentabilidade

Reunidos na cidade de Atalanta durante encontro de órgãos do partido, os membros do Diretório Estadual de Santa Catarina da REDE Sustentabilidade deliberaram, por unanimidade, externar à sociedade catarinense o posicionamento para o processo eleitoral que se avizinha.

Nas democracias mudanças são promovidas pelo povo através do voto. Em 2018 a renovação vai suplantar o atraso, permitindo que o Brasil combata com eficácia a corrupção sistêmica que assola grande parte dos poderes da República em conluio com parte do empresariado. A sociedade brasileira vai passar o Brasil a limpo.

A REDE Sustentabilidade é um partido jovem, com propostas inovadoras. No Congresso Nacional já é o mais atuante na luta contra a corrupção e temas relacionados a direitos da sociedade. Foi da REDE, por exemplo, a iniciativa da ação no Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu os efeitos da portaria que alterou as regras de fiscalização do trabalho escravo. A REDE apoia o trabalho do Ministério Público Federal, da Policia Federal e da Justiça, no combate à corrupção.

O Brasil é um país soberano, independente, rico, livre e plural, mas ainda com graves indicadores de corrupção, violência, desigualdade e pobreza. A educação de qualidade e o bom atendimento de saúde ainda não estão garantidos para todos. O modelo de desenvolvimento é concentrador, excludente, insustentável e precisa ser revisto.

Sustentabilidade é o coração, a visão e a missão da REDE, e embora este conceito seja mais conhecido no aspecto ambiental, deve ser compreendido e praticado por inteiro, também no âmbito social, cultural, econômico, político e onde mais for possível.

O mundo, Brasil incluído, vive um momento decisivo em sua trajetória, nossas ações nas próximas décadas terão um profundo impacto em todas as gerações futuras. A mudança climática já tem produzido desafios de abastecimento de água, de produção alimentícia, de eventos extremos (especialmente nas cidades) e de proteção da sobrevivência de todas as espécies. Mesmo que nem todos tenham ainda a compreensão ou a consciência da importância das questões ambientais, certamente todos, sem exceção, podem sentir direta ou indiretamente os reflexos do descaso. Basta recordar recentes episódios de enxurradas e alagamentos em território catarinense que causaram muitas perdas, e tudo se dá, em geral, por conta de ações humanas ao longo do tempo. O meio ambiente precisa de atenção urgente.

O Brasil tem características inigualáveis para dar suporte às atividades produtivas e condições de vida digna para a população. Temos a maior floresta tropical, a maior biodiversidade do planeta, além de uma diversidade cultural e étnica que enriquece nossa capacidade para criar e inovar.
Temos uma grande extensão de área agricultável e de zona costeira e 20% da água doce do mundo. Temos uma economia diversificada, com uma importante base industrial e, por fim, uma democracia estável, o que demonstra nossa rara capacidade para sobreviver a este momento.

Mas a desigualdade ainda é característica marcante da nossa sociedade. Os seis brasileiros mais ricos têm tanta riqueza quanto os 100 milhões mais pobres. A educação pública de qualidade é apenas um discurso que não saiu do papel. Apenas 30% dos alunos da REDE pública saem do 9º ano com aprendizado adequado em leitura e interpretação e somente 14% conseguem resolver problemas de matemática.

O equilíbrio fiscal não pode ser obtido às custas da redução de direitos e sucateamento das políticas sociais, mas sim, primeiramente, com o combate à sangria da corrupção e o corte de privilégios, restabelecendo a saúde do investimento por meio de uma gestão pública eficiente e reconfigurando os padrões de desempenho deste setor, tudo isso associado ao estabelecimento de regras claras, ágeis, confiáveis e justas para os investimentos públicos e privados.

Precisamos urgentemente construir um projeto de país que mobilize trabalhadores, empresários, a Academia, movimentos sociais e ONGs e, principalmente, recupere o potencial realizador e transformador da juventude (e de todo o povo brasileiro), que almeja por justiça, solidariedade, participação social, preservação e uso sustentável dos recursos naturais.
Operação Lava-Voto

No Brasil, a política institucional fecha-se cada vez mais para a sociedade. Quanto mais atos espúrios são revelados, maior é o isolamento. Mas o cinismo não pode ser respondido com ceticismo e o silêncio não pode ser confundido com falta de indignação. Contra os que querem abafar a operação Lava Jato a REDE propõe que a sociedade responda com a operação Lava Voto. A operação Lava Voto não significa apenas negar o voto aos candidatos corruptos. Trata-se de trazer para a política um novo protagonismo – a participação direta do cidadão e a eleição de políticos comprometidos com democracia, justiça social e sustentabilidade, em mandatos abertos, transparentes e participativos.

A REDE conclama os catarinenses a virar o jogo, elegendo pessoas comprometidas com as mudanças que a sociedade e o planeta exigem, pessoas desvinculadas dos velhos partidos, esquemas corruptos e da polarização política que nada resolve.
Programa de governo é compromisso com a sociedade

Para a REDE, a governabilidade deve ser garantida com base em programa de governo. Ministros, secretários, diretores e dirigentes de estatais devem ser escolhidos entre os melhores de cada área e devem assumir o compromisso de implementar o programa de governo referendado pela sociedade através do voto nas urnas.

O programa de governo da REDE será inovador, elaborado num processo de discussão colaborativo, com engajamento ativo dos filiados, das instâncias do partido e da sociedade em geral. A REDE vai propor mudanças no modelo econômico para a construção de um projeto de desenvolvimento sustentável.

O Programa de Governo da REDE vai considerar como estratégias prioritárias:
• valorização do patrimônio socioambiental;
• diversificação da matriz energética limpa e segura;
• investimento em conhecimento e inovação;
• educação pública e universal de qualidade em todos os níveis;
• valorização da remuneração dos trabalhadores e aprimoramento de sua qualificação profissional;
• criação de novos instrumentos para o exercício da democracia direta;
• ampliação dos processos de participação da sociedade nas decisões de governo;
• política agropecuária que recupere a função estratégica do setor para a segurança alimentar, melhoria da qualidade de vida da população e preservação dos biomas;
• democratização do sistema de comunicação, garantindo-se a liberdade de expressão, transparência, livre acesso à informação e ao conhecimento;
• respeito aos direitos humanos, garantia de igualdade de gênero e repúdio a todas as formas de discriminação: étnica, racial, religiosa, sexual ou outras, garantindo a cada grupo espaço próprio de participação política e de respeito e atenção às demandas específicas;
• redução das desigualdades e erradicação da pobreza por meio da garantia do acesso e da oferta de oportunidades a indivíduos e famílias, para sua inclusão na sociedade;
• universalização e melhoria dos serviços de saúde, com ênfase na atenção básica;
• respeito à natureza e à vida em todas as suas formas de manifestação e da promoção e defesa do meio ambiente ecologicamente equilibrado;
• reforma urbana que transforme nossas cidades em espaços saudáveis, democráticos e seguros, que garanta o direito a moradia como forma de cidadania e possibilite o redirecionamento do investimento em mobilidade para priorizar os pedestres, o transporte ativo e o transporte público;
• promoção da segurança pública considerando as causas da violência, entre elas, a desigualdade e a promoção de uma cultura de paz e valorização da vida;
• fortalecimento das instituições de Estado e combate à corrupção em todos os níveis.
• agilização de processos burocráticos e regras claras como forma de impulsionar um ciclo de desenvolvimento sustentável, através do estimulo a projetos inovadores ou com alto impacto social como a geração de energia solar distribuída, a agricultura familiar, turismo e ecoturismo, e apoio a micro e pequenas empresas.

A sustentabilidade pressupõe levar em conta o direito das gerações futuras a um planeta não degradado e para isso temos que enfrentar e combater as causas das mudanças climáticas, evitar a perda da biodiversidade e manter a qualidade e quantidade dos recursos.

A REDE está aberta a receber contribuições dos catarinenses para a elaboração do Mapa do Caminho para Santa Catarina, documento que vai detalhar as propostas a serem apresentadas à sociedade pelos seus candidato(as) ao governo do estado, assembléia legislativa, câmara dos deputados e senado.

Marina Silva é pré-candidata a presidente

A REDE tem Marina Silva como pré-candidata à Presidência da República. Marina vem do coração da floresta amazônica, foi alfabetizada aos 16 anos de idade no Mobral, foi empregada doméstica, lutou em defesa da floresta ao lado de Chico Mendes, foi vereadora, deputada estadual, senadora e ministra do meio ambiente.

Como ministra implementou o programa de combate ao desmatamento da Amazônia, responsável pela queda de 57% do desmatamento em apenas três anos, passando de 27 mil km² para 11 mil km² ao ano, e chegando a uma queda de 80% nos anos seguintes. No final de 2007, o jornal britânico “The Guardian” incluiu a então ministra entre as 50 pessoas que podem ajudar a salvar o planeta.

Em 2010 Marina foi candidata a presidente pelo Partido Verde e obteve 19,6 milhões de votos, quase 20% dos votos válidos. Em 2014 candidatou-se a vice-presidente na chapa de Eduardo Campos. Depois do trágico acidente que tirou a vida de Eduardo Campos, assumiu a candidatura e mesmo alvo de marketing selvagem conseguiu 22.176.619 votos, 21,32% do total. Mesmo com reduzindo tempo de TV, conseguiu esse desempenho com uso inteligente das REDEs sociais e o apoio de inúmeras pessoas que ajudaram voluntariamente na divulgação de suas propostas.

Marina é professora e tem grande experiência parlamentar, aposta no diálogo e na discussão de ideias como forma de governar. E a REDE vê nela o perfil ideal para este momento, por sua história pessoal de superação, pela firmeza do seu caráter e coragem para enfrentar adversidades, e ainda pela capacidade de construção do consenso.
Em 2018 Santa Catarina vai renovar

Santa Catarina é um estado com economia diversificada mas os nossos políticos, muitos deles envolvidos nos esquemas como os da Lava-jato, ficaram parados no século passado, não entendem e nem atendem as expectativas e necessidades da sociedade, que está cada vez mais conectada e ávida por participar da formulação e implementação das políticas públicas.

A REDE se apresenta como alternativa à polarização e aos extremos. Neste momento há uma qualificada nominata de pessoas dispostas a participar das eleições em todos os cargos. São pré-candidatos com histórico de trabalho e comprometidas com a sustentabilidade e os princípios éticos. Além de filiados regulares há também muitos dispostos a participar por meio das candidaturas cidadãs, ou candidaturas independentes, que é um instrumento inovador da REDE, possibilitando que lideranças ligadas a causas sociais relevantes possam ocupar um espaço eleitoral.

 

 

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