SC registra aumento na taxa de desocupação

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Comparativo entre 2016 e 2017 demonstra crescimento de 14,5% no número de desocupados, segundo dados do IBGE

A média anual da taxa de desocupação em Santa Catarina passou de 6,2%, em 2016, para 7,1% em 2017, conforme dados apresentado nesta sexta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os números representam um aumento de 14,5% no comparativo entre os dois períodos. Mesmo com a elevação, o Estado fechou 2017 com a menor taxa média de desocupados (7,1%) no país. A maior taxa média anual foi registrada no Amapá (17,7%). A média Brasil foi de 12,7%.

Entretanto, apesar de manter a menor taxa de desocupados do país, Santa Catarina é o Estado que apresentou a maior variação nesta mesma taxa desde o início da série histórica. Ao comparar os números de 2012 com 2017, essa variação atinge 108,8%. Já entre 2014 e 2017, esse valor alcança 153,6%. O ano de 2014 é citado no levantamento como um marco na medição da taxa de desocupados, por ser considerado o início da crise econômica que atingiu o Brasil.

A taxa de desocupação mais baixa da série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012, ocorreu também em Santa Catarina, durante o quarto trimestre de 2013, quando foi registrado o índice de 2,5% de desocupados no Estado.

Desocupados e não desempregados

Conforme o coordenador estadual da Pnad Contínua em Santa Catarina, Ilson Gonçalves Santos, a nomenclatura desocupados é uma designação feita pela Organização Mundial do Trabalho (OMT).  Ele explica que para a realização da pesquisa são consideradas todas as formas de renda do trabalhador. “Quando se fala em ocupação, não estamos falando apenas daquelas pessoas que têm um trabalho com carteira assinada. Se usar a palavra emprego, ou desempregados, já sugere que a pessoa tem um trabalho formal”.

Variação da taxa em Santa Catarina

Em 2017, a população desocupada de Santa Catarina (270 mil) teve crescimento de 17,6% em relação a 2016 (230 mil). Já em comparação a 2014 (100 mil) o aumento foi de 170,2%.

Florianópolis fechou o ano de 2017 com a menor média da taxa de desocupados (7,5%) entre as capitais brasileiras. A maior ficou com Manaus (20,2%). A Região Metropolitana de Florianópolis também teve a menor média do país em 2017 (7,7%).

Entre os anos de 2014 e 2017, o número de trabalhadores por conta própria em Santa Catarina aumentou 11,7%, passando de 698 mil para 780 mil. Estão enquadradas nessa classificação as pessoas que na maioria das vezes perderam seus empregos formais, de carteira assinada, e passaram para a informalidade, caracterizando uma nova forma de obtenção de renda. Também houve aumento de 12,4% no número de trabalhadores domésticos, variando de 140 mil para 157 mil nesse período.

Ilson afirma que é possível perceber uma tendência de redução na taxa de desocupados em 2017, o que pode ser considerado uma possível retomada dos aspectos positivos da economia. Porém, ele alerta que o IBGE atua com informações de períodos anteriores a analise, ou seja, variações podem ocorrer em virtude de situações futuras, interferindo na linha de tendência da taxa de desocupados.

Rendimento médio

O rendimento médio real habitual de Santa Catarina em 2017 (R$ 2.316) variou em -0,7% em relação a 2014 (R$ 2.331). O estado está em quinto lugar no ranking de melhores rendimentos do país. O rendimento médio do Brasil em 2017 foi de R$ 2.141.

TEXTO: Douglas Rossi/Agência Adjori/RCN

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