Homem que matou por “desavenças políticas” é condenado

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no twitter
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
O Tribunal de Juri de Campos Novos, condenou três réus pela prática de cinco homicídios qualificados – dois deles consumados e três tentados. O juiz Eduardo Huergo Farah, titular da Vara Criminal de Campos Novos, na sessão no dia 21/3, proferiu a  condenação a pena privativa de liberdade alcançou 68 anos de reclusão, em regime fechado de Orides Domingues Fonseca, conhecido como “Oridinho”.
Os delitos ocorreram na cidade de Vargem, por volta das 23 horas da noite que antecedeu as últimas eleições municipais, em 1º de outubro de 2016. O autor dos delitos, acompanhado de dois amigos, abordou veículo ocupado pelas cinco vítimas, que faziam “fiscalização” eleitoral nas ruas do município de Vargem para grupo político opositor ao defendido pelos réus. Ao aproximar-se do carro, o acusado sacou um revólver e efetuou seis disparos.
Duas vítimas morreram, duas ficaram feridas e a última saiu ilesa. Os jurados admitiram a autoria somente de um dos réus – aquele que efetivamente apertou o gatilho – e decidiram-se pela exclusão dos demais. Entenderam  também presentes duas qualificadoras, uma delas (motivo torpe) em razão dos conflitos político-partidários.

Oridinho foi preso pela polícia, três dias após os crimes,  ele estava numa residência de um ex-­prefeito de Vargem, foragido da justiça, onde o acusado estava escondido. A polícia também apreendeu na época, a arma utilizada nos crimes.

Segundo o delegado Adriano Almeida, responsável pelo inquérito e a sentença do Tribunal do Juri, os  crimes foram praticados em razão da disputa eleitoral no município de Vargem. As vítimas, Marcelo Valter e Leandro do Nascimento, assassinados na área central do município, eram adversários políticos de Oridinho.

 
“A liberdade de manifestação e a opção de voto devem ser respeitadas por todos, independentemente de filiação partidária, de ideologia ou de pertencer à situação ou oposição. Crimes com motivação política, especialmente quando cometidos às vésperas da eleição, atentam contra a democracia, bem precioso conquistado a duras penas e tão caro nas sociedades contemporâneas. Tais condutas não serão toleradas e terão a repressão imediata do Estado”, afirmou o juiz Eduardo Farah, que também é juiz eleitoral na comarca, logo após a leitura da sentença em plenário.
Comentários