Marcos Vieira quer revogar título dado a Lula

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O deputado estadual Marcos Vieira, que é o atual presidente estadual do PSDB, quer revogar o título de Cidadão Honorário de Santa Catarina dado ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Lula recebeu o título dez anos após a sua aprovação, em um comício do PT, em Florianópolis, no último dia 24/03. “Hoje o cenário é completamente diferente, este cidadão é um condenado em segunda instância pela Justiça, está em vias de ser preso. A Lei é muito clara, é vedada a concessão de título, medalha ou qualquer honraria a qualquer cidadão que tenha condenação na Justiça. Ou seja, tem que ser ficha limpa. E Lula hoje não merece, é um ficha suja, e por isso nós da bancada do PSDB vamos pedir que esta concessão de 10 anos atrás seja revogada”, explicou o Deputado Marcos Vieira.

O Deputado Marcos Vieira também ressaltou que a bancada do PSDB vai propor que todas as honrarias já concedidas a quem tem condenação na Justiça sejam revogadas.

“É uma aberração. Em um momento que a sociedade brasileira exige de nós todos atitudes mais dignas e mais transparentes, fomos duramente cobrados por cidadãos e também por entidades da sociedade civil, e lamento que alguns tenham tentado se aproveitar de uma situação de uma década atrás, de outro contexto. Por isso, o mínimo que devemos fazer agora é pedir a revogação dessa e cuidar para que nenhuma outra honraria catarinense seja manchada por serem concedidas a quem não as merece”, completou Marcos Vieira

 

DEPUTADO NÃO APROVOU TíTULO EM 2008

O Titulo de Cidadão Honorário de Santa Catarina ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi aprovado em Plenário por deputados em 13 de maio de 2008 e não teve a aprovação nem apoio do deputado Marcos Vieira.

À época, o deputado presidia a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), comissão pela qual o Projeto de Lei que concedia o título ao ex-presidente tramitou. “Mesmo estando presidindo a Comissão, não votei pela aprovação, nem pela rejeição. Não me posicionei contrário, nem favorável, nem na Comissão, nem mesmo em Plenário”, finalizou o deputado Marcos Vieira.

 

TEXTO: Giancarlo Baraúna

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