Polícia cumpre mandado e apreende computador na Assembleia de SC

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Operação foi na sala do deputado estadual Valdir Cobalchini, do PMDB, suspeita é produção de suposta fake news contra deputado do PP.

A polícia Civil cumpriu na tarde desta quarta-feira (25/) no gabinete do deputado estadual Valdir Cobalchini (PMDB, um mandado de busca e apreensão. Os policiais levaram um computador que teria partido as notícias falsas. A assessoria de Cobalchini afirmou não ter conhecimento sobre o caso. Disse ainda que espera uma apuração “com a maior transparência possível”. A partir daí, irá tomar alguma posição sobre o caso.

Conforme interlocutores na Assembleia, a apreensão do computador foi motivada por uma suposta produção de fake news contra o deputado estadual João Amin (PP). Entre os dias 28 de março e 15 de abril, Amin pediu uma licença sem vencimento para viajar para a Indonésia, tradicional destino de surfe. A partir daí, viralizou na internet um suposto projeto de lei prevendo a licença-surfe para os deputados. Amin acionou a polícia.

Valdir Cobalchini  é líder do governo na assembleia, o caso deixou o parlamentar muito irritado. Quando soube da situação, procurou o servidor em questão para cobrar explicações, ouvindo como resposta de que ele, o assessor, havia “tirado um print” do projeto, mas negou que tenha criado a fake news. “Eu torço que servidores do meu gabinete não tenham nenhuma responsabilidade sobre isso. Essa não é a minha conduta, não coaduno com esse tipo de coisa. Eu busco criar um clima de harmonia e respeito com todas as pessoas, até com os mais fervorosos adversários políticos”, relatou Cobalchini ao jornalista Marcelo Lula.

Técnicos do setor de informática do Parlamento identificaram o IP de dois computadores, que teriam acessado um projeto de lei de autoria do deputado João Amin (Progressistas). O problema é que essa matéria foi utilizada para a criação de um PL falso, que foi distribuído como notícia gerando constrangimento a Amin e, segundo os técnicos, no mesmo dia em que supostamente teria sido criada a falsa proposta, um assessor do gabinete de Cobalchini teria supostamente acessado o projeto original.

Mais 10 computadores também foram identificados pela polícia, sendo um no gabinete de João Amin, e outros nove fora da Alesc, em local não informado. Para  Cobalchini fez questão de dizer que apesar das diferenças partidárias, tem um grande respeito por Amin, com quem mantém uma relação à qual considera amistosa.

 

 

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