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Publicado há 07:17 | Atualizado em 13/05/19 às 01:05

Presidente de entidade é investigado por organização criminosa e lavagem de dinheiro

O Presidente do “Instituto Vidas”, Richard da Silva Choseki é um dos 19 indiciados pela Policia Civil, acusado de  participar de esquema que  desviava recursos da saúde. A Organização Social (OS), controlada por Choseki atualmente, atua em diversos municípios de Santa Catarina. Em Taió, administra o Pronto Atendimento Municipal e o Hospital e Maternidade Dona Lisette desde agosto de 2017, em Ibirama , o Vidas é responsável por gerir a UTI do Hospital Doutor Waldomiro Colautti. 

No entanto, a  investigação não tem relação com o Vidas ou com os hospitais e entidades de saúde a qual presta serviço, mas sim com o Instituto Adhoniran, do qual Choseki fazia parte.

Richard é investigado junto com o grupo, que segundo denúncia é apontado por diversos crimes, dentre eles organização criminosa, fraude a licitação, peculato e lavagem de dinheiro. Ele e outras 14 pessoas foram detidas O processo foi instaurado este ano, após a conclusão do inquérito da operação “Sutura” desenvolvida nos municípios de Penha e Itapema pela Polícia Civil, por meio da DCCPP (Divisão de Crimes Contra o Patrimônio Público) e do LAB-LD (Laboratório de Lavagem de Dinheiro) da DEIC (Diretoria Estadual de Investigações Criminais) que indiciou 19 pessoas por fraude em licitações, peculato e lavagem de dinheiro.

Segundo denúncia na justiça, apurou-se que havia uma organização criminosa enraizada no município de Penha composta por três núcleos: familiar, político e empresarial, distintos estruturalmente hierarquizados e caracterizados pela divisão de tarefas.O crime iniciava com o repasse da subvenção social feito pela Secretaria da Fazenda ao Instituto Adonhiran por meio de verbas que eram destinadas à Secretaria da Saúde, que era o órgão responsável pelo recurso ou órgão concedente, descreveu o inquérito policial.

Com o recebimento da subvenção, o núcleo empresarial/familiar manipulava as prestações de contas, apresentando o balancete discriminativo dos gastos, extrato da conta corrente da entrada e saída da subvenção e as notas fiscais e recibos dos supostos serviços realizados. Apurou-se ainda que a organização criminosa era chefiada pelo ex-prefeito municipal de Penha (Evandro Eredes dos Navegantes) e estima-se que do valor pago pelo município de Penha entre 2011 e 2016 foi cerca de R$ 3,7 milhões , sendo que R$ 1,4 milhões foi desviado pelos integrantes da organização criminosa.

O OUTRO LADO

A reportagem do altovaleAGORA.com tentou contato com Richard da Silva Choseki no dia 26 de abril, quando recebeu a lista dos 19 indiciados na operação. Ele não quis de manifestar e a Assessoria de Imprensa da REDEH,  ficou de enviar Nota Oficial sobre a situação. Até agora, não houve manifestação dos envolvidos, que poderá ser feita a qualquer tempo pelo e-mail: altovaleagora@gmail.com

ENTENDA:

A operação “Sutura” foi deflagrada em 12 de julho de 2018

Polícia conclui inquérito e indicia 19 pessoas em 23 de abril de 2019

 

A assinatura de convênio em 1 de agosto de 2017, entre o Vidas e o municio de Taió foi muito comemorada. O município repassa mais de 300 mil reais por mês à OS. Na foto, Richard, o Advogado Marco Vinicius Pereira de Carvalho, o prefeito Almir Guski e os vereadores Klaus Dieter Diel e Jaci de Liz.

Com informações de Judson Lima/Nova FM

Fotos:Policia Civil de SC/TJSC