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Publicado há 18:36 | Atualizado em 31/05/19 às 06:05

Operação prende ex prefeito de Ituporanga e outros 10

Operação da Polícia Federal prende ex-prefeito de Ituporanga ligado a cúpula do MDB e PSD de Santa Catarina. 

Sete prisões preventivas e quatro prisões temporárias foram decretadas pela Justiça Federal na Operação Alcatraz, deflagrada nesta quinta-feira nas cidades catarinenses de  Ituporanga, Florianópolis, São José e Antônio Carlos. Entre os conduzido estava Luiz Ademir Hessmann, ex-prefeito de Ituporanga e ex-presidente da Epagri. A operação investiga fraude em licitação de serviços públicos.

Também foi preso, Nelson Castello Branco Nappi, que foi secretário-adjunto  de Administração durante os oito anos da gestão Raimundo Colombo/Eduardo Pinho Moreira, PSD-MDB que governou o Estado. Atualmente, Nappi, ocupa cargo comissionado na Assembleia de SC, por isso, o presidente da Assembleia Legislativa, Júlio Garcia (PSD), teve mandados de busca e apreensão cumpridos em suas residências.

A investigação da Polícia Federal existia desde 2017, e abrange o período a partir de 2009, final do governo Luiz Henrique da Silveira (MDB)  do período de Leonel Pavan (PSDB). Estão entre os ii presos, proprietários de empresas de limpeza, segurança e construtoras de imóveis; advogados; servidores da Ciasc; e sócios de empresas de tecnologia.

O prejuízo aos cofres públicos foi estimado em cerca de R$ 25 milhões na Secretaria de Estado da Administração e R$ 3 milhões em relação à Epagri-SC. São R$ 100 milhões em créditos tributários em nome de diversos contribuintes que participavam do esquema de propina.

Para promover o ressarcimento aos cofres públicos, foi solicitado o bloqueio de valores pertencentes a 21 pessoas, entre físicas e jurídicas, até um limite de cerca de R$ 66 milhões, além do sequestro de 6 imóveis de alto padrão, 10 veículos e duas motos aquáticas (jet ski).

Os materiais apreendidos deverão servir de base para a abertura de novos procedimentos fiscais relacionados aos crimes de fraude a licitação, violação de sigilo funcional, tráfico de influência, corrupção e lavagem de dinheiro sob investigação. Participaram 180 policiais federais e 40 servidores da Receita Federal.