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Publicado há 06:25 | Atualizado em 23/09/19 às 06:09

Investigação aponta fraude nas cheias de 2011

O Ministério Público Federal (MPF) de Santa Catarina apresentou uma ação civil pública contra três pessoas e duas empresas. A ação  aponta como responsáveis por improbidade o ex-secretário-adjunto de Administração de Santa Catarina, Nelson Castelo Branco Nappi Júnior, preso no dia 30 de maio, quando foi deflagrada a Operação Alcatraz, que investiga supostas fraudes em licitações na área de tecnologia do governo do Estado entre 2009 e 2018. Os atos de improbidade ocorreram em dispensas de licitação para contratos emergenciais da Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR) de Rio do Sul e Ituporanga. 

As contratações buscavam substituir equipamentos de tecnologia danificados pela enchente ocorrida nos municípios em setembro de 2011. Uma única proposta, feita pela empresa Integra, no valor de R$ 376.501,44 foi aceita, o MPF chama a atenção para o fato de a proposta da empresa ter sido apresentada no dia 16 de setembro, antes de a dispensa de licitação ter sido autorizada pelo Estado, 19 de setembro. Segundo o MPF, ele teriam feito reuniões na empresa Integra para acertar detalhes dos contratos de Rio do Sul e Ituporanga.

Uma reportagem do Grupo NSC, diz que a ação civil pública aponta como responsáveis por improbidade o ex-secretário-adjunto de Administração de Santa Catarina, Nelson Castelo Branco Nappi Júnior, o ex-gerente de redes de comunicação da mesma secretaria, Luiz Carlos Pereira Maroso, e o empresário Maurício Rosa Barbosa, além das empresas Integra Tecnologia e Intuitiva Tecnologia. Os três foram presos no dia 30 de maio, quando foi deflagrada a Operação Alcatraz, que investiga supostas fraudes em licitações na área de tecnologia do governo do Estado entre 2009 e 2018. Nappi Júnior e Maurício continuam detidos no presídio do bairro Agronômica, em Florianópolis. Maroso foi solto esta semana, após obter liberdade provisória.