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Publicado há 18:43 | Atualizado em 16/10/19 às 09:10

Presidente da Assembleia de SC é indiciado pela PF

Presidente da Assembleia, Júlio Garcia é indiciado em operação da Polícia Federal

A Polícia Federal encaminhou outros dois relatórios relativos ao inquérito policial da Operação Alcatraz à Justiça Federal, que aponta indícios de conduta criminosa em relação a 21 investigados, sendo que dois deles cumprem prisão preventiva. A operação foi deflagrada em 30 de maio com o objetivo de combater fraudes a licitações e desvios de recursos públicos ligados a contratos de prestação de serviços de mão de obra terceirizada e do ramo de tecnologia firmados com órgãos do executivo estadual, em Santa Catarina.

Naquela data foram cumpridos 11 mandados de prisão, sendo 7 preventivas e 4 temporárias, e 41 mandados de busca e apreensão. Entre elas está o presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), o deputado estadual Julio Garcia (PSD). Ele foi indiciado pelos crimes de fraude em licitação, integrar organização criminosa, corrupção ativa e ocultação de bens. Segundo a PF, a investigação apontou um prejuízo, em valores atualizados, de R$ 1,4 milhão em contratos ligados à área de tecnologia. Nos relatórios concluídos há 20 fatos com evidências de práticas criminosas.

Julio Garcia se defende de inquérito da Polícia Federal

O presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc), deputado Julio Garcia (PSD), se manifestou sobre a citação de seu nome em inquérito da Operação Alcatraz da Polícia Federal. Garcia negou as conclusões da PF e disse que é inocente; além disso, afirmou que não há provas de que ele participou de esquemas ilícitos. Para a Polícia, há indício de que o deputado cometeu quatro crimes: integrar organização criminosa, corrupção ativa, ocultação de bens e fraude em licitação.

Garcia disse que estava abatido na ocasião do “espetáculo do dia 30 de maio”, quando, segundo suas próprias palavras, se supunha que era o chefe de uma organização criminosa que desviava recursos públicos do Estado. Agora o sentimento é outro: indignação. “O motivo maior de investigação desapareceu”, afirmou. “O que restou? A ilação de que eu sou sócio oculto de uma empresa e não há uma prova sequer que eu sou sócio”, disse. O desgaste para sua imagem de homem público já é grave e a situação pode piorar. Caso o Ministério Público Federal (MPF) acate a denúncia da PF e encaminhe para a Justiça, o parlamentar passará à condição de réu