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Publicado há 09:36 | Atualizado em 26/11/19 às 09:11

Operação prende sócios da Unii Trading

Operação prende sócios da Unii Trading por pirâmide financeira e lavagem de dinheiro

A Polícia Civil de Santa Catarina cumpriu na manhã de ontem, em oito cidades do Estado (Taió, Pouso Redondo, Rio do Sul, Ituporanga, Blumenau, Jaraguá do Sul, Itajaí e Balneário Camboriú), 16 mandados de busca e apreensão e prendeu os três sócios da empresa Unii Trading.

A pedido da Polícia Civil, o Poder Judiciário determinou o sequestro de nove veículos e um terreno adquiridos pelos suspeitos com o dinheiro arrecadado das vítimas. Somados o valor desses bens alcança aproximadamente um milhão de reais.

Os suspeitos tiveram, ainda, os ativos financeiros e contas bancárias bloqueadas. Apenas no ano de 2019 eles movimentaram em suas contas bancárias cerca de 25 milhões de reais.  O valor movimentado pelo grupo criminoso supera em muito esse montante, já que boa parte do dinheiro recebido não transitava pelas instituições bancárias. Os investigados prometiam lucros exorbitantes a partir dos valores investidos pelas vítimas – até 400% em um ano. Os investimentos iam de R$ 500,00 até 1 milhão de reais.

Quando questionados sobre a alta lucratividade os suspeitos alegavam que os valores eram aplicados em opções binárias, atividade essa não regulamentada no Brasil pela Comissão de Valores Imobiliários. Como dito, o plano de fundo utilizado pelos suspeitos era o de que os valores seriam aplicados no mercado financeiro, justificando assim os altos rendimentos. A Polícia Civil apurou, no entanto, que se tratava de uma legítima pirâmide financeira, de modo que o pagamento das vítimas que já haviam investido só era possível mediante o ingresso de novos clientes e aporte de novos valores.

Isso foi constatado também em razão da abertura de novas filiais das empresas em diversas cidades do Estado, expandindo, assim, a área de atuação e aumentando a captação de novos investidores para sustentar a pirâmide. Nos últimos dias, inclusive, foram obtidas informações de que os investigados já não estavam mais conseguindo realizar o pagamento das vítimas e havia suspeitas de que eles planejavam deixar o país.

 O nome da operação, Pedra Angular, faz referência à construção das pirâmides, que eram erguidas a partir de uma pedra angular que dava sustentação a todo o monumento. Ruindo essa pedra, todo o sistema desmorona. As buscas ainda estão em andamento.