Líder caminhoneiro diz que não terá greve

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Um dos principais líderes dos caminhoneiros do país, Wallace Costa Landim, conhecido como Chorão, confirmou ao jornalista  Marcelo Lula, do SC em Pauta, que  não haverá paralisação alguma, pelo menos, não de parte da maioria dos profissionais.

A informação sobre uma possível greve começou a ser divulgada na sexta-feira passada, quando um dos líderes do movimento, Marconi França, se reuniu com a coordenação da Central Única dos Trabalhadores (CUT), para discutir a organização dos atos. “O Brasil vai parar”, disse ele.

Porém, além de me dizer que não haverá greve, Chorão acusa a CUT de estar usando uma minoria dos caminhoneiros para fazer oposição ao governo do presidente da República, Jair Bolsonaro (Sem partido), visando atrapalhar o governo e a economia. “É uma minoria que está sendo usada pela CUT, que é um movimento de esquerda que deseja prejudicar o governo sem pensar no país”, afirmou Chorão.

Mesmo sendo contra a paralisação, ele admite que os caminhoneiros estão no limite, pois são problemas de 30 anos que estão sendo discutidos apenas há 19 meses. Por outro lado, ele comemora a criação da Frente Parlamentar Mista dos Caminhoneiros Autônomos, coordenada pelo deputado federal, Nereu Crispim (PSL-RS). “Estamos na UTI e buscando o remédio para salvar a categoria. Mas temos as portas abertas dentro do governo e do Ministério dos Transportes, estamos sendo ouvidos”, afirmou Chorão.

Avanços

O líder da maioria dos caminhoneiros que trabalham de forma autônoma no país, Wallace Costa Landim, o Chorão, destacou que algumas conquistas da categoria estão para ser anunciadas. Uma é a implantação do código numérico obtido por meio do cadastramento da operação de transporte no sistema eletrônico da ANTT. O CIOT regulamenta o pagamento do valor do frete referente à prestação do serviço de transporte rodoviário de cargas, tanto, que as transportadoras que forem flagradas pagando menos que o valor mínimo, podem ser multadas em até R$ 5 mil por caminhão.

Piso mínimo

Chorão também anuncia que o piso mínimo para os caminhoneiros será anunciado no próximo dia 20 de janeiro, enquanto que os considerados “entre eixos” terão uma definição na próxima reunião do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Outro ponto é um financiamento via BNDES, que está sendo analisado, além de uma organização do setor para estabelecer uma forma de trabalho.

Movimento autônomo é apoiado pela CUT

Líder dos caminhoneiros autônomos, Marconi França afirmou na sexta-feira (6/12) que  na próxima segunda-feira (16), “pelo menos 70%” dos cerca de 4,5 milhões de profissionais autônomos e celetistas vão parar em todo o país. O motivo é a insatisfação da categoria com o governo de Jair Bolsonaro, que, segundo França, não cumpriu o que prometeu aos trabalhadores.

“O governo não cumpriu nada do que prometeu. O preço do óleo diesel teve 11 altas consecutivas, em 2019. Não aguentamos mais ser enganados pelo senhor Jair Messias Bolsonaro, que protege o agronegócio e diz que o caminhoneiro só sabe destruir rodovias“, reclamou França ao Blog. O líder do movimento disse ainda que a duração do protesto não foi definida, ou seja, não se sabe se será prolongado por mais dias.

Caminhoneiros divididos

À tarde, o líder dos caminhoneiros foi à sede da Central Única dos Trabalhadores no Rio de Janeiro (CUT-RJ) pedir apoio para o movimento. Lá, o caminhoneiro gravou um vídeo pedindo apoio da população. “De todos que usam gasolina, óleo diesel e também gás de cozinha. Jair Bolsonaro esquece que quem transporta os produtos das indústrias e do agronegócio somos nós”, reforçou.

O movimento nacional dos caminhoneiros tem o apoio do presidente da CUT/RJ, Sandro Alex de Oliveira Cezar. O líder sindical destaca que ainda existe um racha na categoria dos caminhoneiros. “Cerca de 30% ainda acreditam no governo e no presidente da República. Mas nós temos certeza de que vão se conscientizar da necessidade de melhores condições de trabalho”, destacou Cezar. (Correio Braziliense)

Fonte: Correio Braziliense

 

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