Publicado há 09:53 | Atualizado em 16/12/19 às 09:12

Sócios da Unii Trading são liberados

Os sócios da empresa Unii Trading, que tem sede em Pouso Redondo, deixaram as unidades prisionais. Dois estavam no presídio de Rio do Sul e outro sócio estava preso em Itajaí.  Os três foram detidos pela Polícia Civil no dia 26 de novembro, após deflagrada a Operação Pedra Angular.

A prisão temporária estabelecida foi de cinco dias  mas foi prorrogada por mais cinco. Agora, ganharam liberdade.  O  caso ainda está sob investigação, e os três precisam cumprir algumas medidas cautelares impostas pela justiça, a pedido da Polícia Civil de Taió: devem se apresentar mensalmente em juízo, estão proibidos de exercer atividade econômico-financeira, de se ausentarem da comarca por mais de 30 dias sem autorização judicial, e também não podem deixar o país. Se descumprirem as regras, eles podem ter a prisão preventiva decretada.

Entenda a operação

O nome da operação, Pedra Angular, faz referência à construção das pirâmides, que eram erguidas a partir de uma pedra angular que dava sustentação a todo o monumento. Ruindo essa pedra, todo o sistema desmorona.

A ação coordenada pela Delegacia de Polícia Civil de Taió apura a prática de crime contra a economia popular (pirâmide financeira) e lavagem dinheiro praticados pelos suspeitos, por intermédio da empresa Unii Trading que tem filiais em outras cidades do Estado.

Os investigados prometiam lucros de até 400% a partir dos valores investidos pelas vítimas. Os investimentos partiam de R$ 500 até R$ 1 milhão.

Quando questionados sobre a alta lucratividade os suspeitos alegavam que os valores eram aplicados em opções binárias, atividade que não regulamentada no Brasil pela Comissão de Valores Imobiliários. A Polícia Civil apurou, no entanto, que se tratava de uma legítima pirâmide financeira, de modo que o pagamento das vítimas que já haviam investido só era possível mediante o ingresso de novos clientes e aporte de novos valores.

Isso foi constato também em razão da abertura de novas filiais das empresas em diversas cidades do Estado, expandindo, assim, a área de atuação e aumentando a captação de novos investidores para sustentar a pirâmide.Nos últimos dias, inclusive, foram obtidas informações de que os investigados já não estavam mais conseguindo realizar o pagamento das vítimas e havia suspeitas de que eles planejavam deixar o país.