Incluir jovens aprendizes nos ambientes produtivos para ajudá-los a desenvolver uma carreira industrial é uma estratégia promissora para reter talentos. Isso é o que mostra o especialista em educação do SENAI, Rafael Amaral de Lima, que abordou o tema com gestores de indústrias da região do Alto Vale, em Rio do Sul, nesta quarta (17).
De acordo com Rafael, é frequente a reclamação das indústrias sobre a escassez de profissionais qualificados. Ele citou algumas estratégias que podem transformar a aprendizagem industrial numa ferramenta de capacitação. “De um lado estão as empresas com dificuldade para encontrar trabalhadores e, de outro, está o SENAI, com cerca de 15 mil jovens matriculados mensalmente no estado. A questão é como conectar essas duas pontas”, comenta. Companhias como a WEG, de Jaraguá do Sul, chegam a efetivar até 95% dos profissionais que passam pelo seu centro de formação.
É possível levar estes jovens às funções na produção de uma indústria desde que seja feito um parecer técnico. Trata-se de um estudo gratuito feito pelo SESI por solicitação do SENAI e que tem o aval do Ministério do Trabalho. Uma equipe de saúde e segurança do trabalho do SESI avalia toda a planta da indústria para identificar quais áreas produtivas oferecem condições de segurança para os aprendizes. “O objetivo é desenvolver neles habilidades mais técnicas, que é a maior necessidade das indústrias atualmente”, explicou Rafael.

Com o laudo pronto, a empresa o protocola no Ministério do Trabalho. “Todos os laudos que fizemos no estado até agora foram aprovados sem ressalvas. São mais de 50 indústrias que hoje contam com cerca de 800 jovens aprendizes atuando na produção graças a este processo. Outras dez indústrias estão com o estudo em andamento”, ressaltou.
As indústrias também precisam estar atentas aos prazos de contrato destes jovens aprendizes. “A estratégia para formar trabalhadores começa no recrutamento e seleção. Se vou colocar um jovem aprendiz para atuar num projeto de um ano, tenho que saber se no final ele terá idade para ser efetivado, já que a efetivação só poderá ser feita a partir dos 18”, alertou.
São considerados jovens aprendizes pessoas de 14 a 24 anos. Se for pessoa com deficiência, a idade é a partir dos 14 anos sem limite final.
A palestra foi realizada pelo Senai, com apoio dos sindicatos patronais da indústria.
Fonte: Debora Claudio – Jornalista
Assessoria de Imprensa