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Vereador Acelino Zanghelini Junior defende diálogo aberto sobre o recesso escolar na Câmara.

Zanghelini lamenta agressões sofridas por professores nas redes sociais.

Por Redação

25 de junho de 2025

às 15:00

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O vereador Acelino Zanghelini Junior (MDB) utilizou a tribuna da Câmara de Vereadores na segunda-feira (23/06) para abordar a polêmica gerada em torno do recesso escolar, defendendo a necessidade de diálogo entre as partes envolvidas para encontrar soluções que atendam tanto professores quanto famílias.

Necessidade de debate e não imposição

Zanghelini iniciou sua fala esclarecendo que o tema “não era para ter se tornado uma polêmica”, mas defendeu que questões como essa devem ser debatidas amplamente.

“Quando a gente tem a caneta na mão, seja de um vereador, seja de um prefeito, seja de um secretário ou secretária, a gente não pode passar régua e vai ser assim e ponto final. Temos que debater no meu humilde ponto de vista”, declarou.

O parlamentar criticou a forma como a questão foi conduzida, mencionando que após o prefeito falar sobre polêmicas desnecessárias, a secretária de educação deu entrevista que intensificou a discussão.

Reconhecimento dos direitos dos professores

O vereador foi enfático ao defender o direito dos professores ao recesso. “Os professores merecem a folga, o recesso, 100%. Não vi ninguém, nem nessa tribuna, nem em redes sociais, nem em lugar nenhum, achando o contrário”, afirmou.

Zanghelini reconheceu as dificuldades enfrentadas pela categoria, especialmente após o início de ano conturbado. “Recebi dezenas de pedidos, algumas professoras estão aqui inclusive, a respeito do peso que estava nas costas dos professores e elas lá, aguentando tranco, o salário baixo, infelizmente a gente sabe que financeiramente deveria ganhar muito melhor”, destacou.

Realidade social das famílias

O parlamentar chamou atenção para a complexidade da situação das famílias. “A sociedade vem mudando. Está cada vez mais difícil de criar os seus filhos. Quem tem filho sabe que um pai que deixa o filho na creche, na maior parte das vezes deixa com o coração na mão”, observou.

Zanghelini contestou generalizações sobre os pais, defendendo que a maioria não vê a creche como “depósito de criança”. “As responsabilidades de um adulto vão tanto quanto de criar o seu filho, de tentar um futuro melhor para ele, que é trabalhar, pagar as contas e trazer o melhor possível para ele dentro de casa”, explicou.

Exemplos práticos da dificuldade

Para ilustrar a complexidade da situação, o vereador citou relatos de mães que o procuraram. Uma delas escreveu: “Trabalhei há anos no comércio e a primeira coisa que eu fazia era combinar com o patrão que as minhas férias eu pegaria sempre nesse período de recesso escolar do meu filho”.

Contudo, o parlamentar questionou: “Quantas mamães conseguem fazer isso quando a mãe e o pai trabalham fora, os avós são falecidos? É complicado”. Ele mencionou ainda que muitos pais são de outras cidades, não possuem rede de apoio, e muitas empresas não concedem férias no período escolar.

Crítica às agressões em redes sociais

Zanghelini lamentou as agressões sofridas pelos professores nas redes sociais. “Esse que é o problema da polêmica via rede social, e nós lemos palavras tristes, que eu nem vou repetir aqui. Muitos pais foram agressivos com vocês nas redes sociais”, reconheceu.

O vereador defendeu que não se pode generalizar nem prejudicar pais que realmente precisam do atendimento. “Um por cento dos pais e mães que querem se livrar do filho, que lá é um depósito de criança. Não é. Não é assim que funciona”, estimou.

Busca por alternativas

O parlamentar afirmou ter pesquisado na legislação e não encontrou impedimentos para soluções alternativas. “Procurei muito na legislação algo que proibisse, não existe. Ninguém está falando que professor não merece recesso, bem pelo contrário, reafirmo, merece e deve. Temos que achar alternativas e existem as alternativas”, declarou.

Perspectivas para o futuro

Embora reconheça que para este ano pode não haver tempo hábil para mudanças, Zanghelini demonstrou otimismo para soluções futuras. “Sou capaz de apostar que daqui um ano, dois, acharemos métodos para conseguir aliviar o peso, tanto para os professores que estão exaustos quanto para os pais”, previu.

Defesa da responsabilidade pública

O vereador encerrou reafirmando a responsabilidade do setor público. “Todos têm o direito de que o setor público trabalhe por eles. Isso não é tirar o direito de ninguém, muito menos de vocês, professores”, concluiu, enfatizando que a solução deve contemplar todas as necessidades sem prejudicar nenhuma das partes envolvidas.

A fala de Zanghelini representa tentativa de apaziguar os ânimos e buscar soluções consensuais para questão que tem gerado tensões entre professores, famílias e administração municipal.

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