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TJSC realiza curso de defesa pessoal para mulheres do Judiciário catarinense

Com foco na prevenção e autoproteção, curso atende a recomendação do CNJ

Por Redação

24 de novembro de 2025

às 09:00

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Foram 143 as inscrições ao Curso de Defesa Pessoal para Mulheres do Judiciário, realizado na tarde de sexta-feira, 21 de novembro, na sala Thereza Tang, do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC). Como eram apenas 24 as vagas disponíveis para as magistradas e servidoras, foi utilizado o critério do sorteio para definir as participantes.

A grande demanda demonstra como o enfrentamento da violência é um assunto da maior importância entre as mulheres que atuam no Judiciário catarinense. Com foco na prevenção e autoproteção, o curso é resultado de uma parceria entre o Núcleo de Inteligência e Segurança Institucional (NIS), a Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cevid), a Casa Militar do TJSC e a Academia Judicial.

A iniciativa integra as ações do Judiciário catarinense que atendem à Recomendação n. 102/2021, do Conselho Nacional de Justiça, voltada à adoção do Protocolo Integrado de Prevenção e Medidas de Segurança para o enfrentamento da violência doméstica contra magistradas e servidoras. O curso teve como instrutores o tenente-coronel Joanir Ricardo Pereira dos Santos, chefe da Divisão de Segurança Institucional do NIS; a assessora jurídica da Cevid Fernanda Carioni; e a sargento Angela Souza, da Casa Militar.

Na primeira parte, o curso tratou de tipos de violência enfrentados pelas mulheres; como identificar o tipo de violência vivida pelas mulheres; e sinais de relação abusiva. Foi apresentado também um “termômetro” da violência, a partir do qual é possível localizar em que estágio a mulher se encontra dentro de um relacionamento abusivo ou violento; bem como a parte de consciência situacional, para que a mulher possa saber qual o tipo de técnica utilizar em cada situação.

Num segundo momento, o curso passou para a parte prática, com a demonstração de golpes e técnicas de defesa das mais variadas para lidar com as situações de violência urbana e doméstica.

O tenete-coronel Joanir também lembrou os crimes de feminicídio ocorridos em 2022 que vitimaram duas servidoras terceirizadas e uma técnica judiciária. Esta última, Indira Mihara Felski Krieger, dá o nome ao programa Indira, desenvolvido pela Cevid e pelo NIS como política institucional de prevenção e de medidas de segurança voltada ao enfrentamento da violência doméstica e familiar praticada contra magistradas, servidoras e colaboradoras do PJSC.

“A procura pelo curso demonstra que as mulheres estão atentas e querem aprender o que fazer no caso de passarem por uma situação violenta ou abusiva. Da mesma forma, esse interesse mostra a atenção e preocupação delas com familiares, amigas ou colegas de trabalho que são vítimas da violência doméstica”, destaca.

Com o grande número de inscrições, o Conselho de Segurança Institucional do PJSC já estuda realizar mais duas edições do curso, uma no primeiro e outra no segundo semestre de 2026.

Fonte: NCI/Assessoria de Imprensa

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