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Taió: Zanghelini Jr. abre mão de diárias e se destaca como símbolo de renovação, enquanto Jaci de Liz acumula recorde de gastos

Enquanto o vereador mais votado da história renuncia a recursos extras, o presidente da Câmara acumula quase R$ 10 mil em despesas com deslocamentos. Marcos Krueger devolve sobras, e outros seis parlamentares ainda não se manifestaram sobre a polêmica.

Por Redação

5 de dezembro de 2025

às 22:43

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Na Câmara de Vereadores de Taió, no Alto Vale do Itajaí (SC), as divergências vão além do plenário e se refletem de forma marcante nas atitudes de cada parlamentar.

O vereador Acelino Zanghelini Junior (MDB), por exemplo, demonstra que é possível exercer um mandato com ética e responsabilidade mesmo abrindo mão das diárias.

Candidato mais votado da história legislativa nas eleições de 2024, ele cumpre a promessa de campanha: participa ativamente de reuniões e viagens de trabalho, renunciando ao recurso extra.

Enquanto isso, Jaci de Liz (PSD), presidente da Câmara, já acumulou quase R$ 10 mil em diárias até dezembro de 2025, conforme dados do Portal da Transparência.

O contraste revela diferentes visões sobre o uso do dinheiro público e reacende o debate sobre limites, transparência e responsabilidade fiscal no Legislativo.

Princípio acima do valor

Zanghelini Junior, que estreou na política com 1.249 votos, não recebeu nenhum centavo em diárias durante todo o mandato até agora.

Ele afirma que a recusa não se dá pelo valor, mas por acreditar ser possível exercer o mandato sem custos extras.

A postura tem chamado atenção da população e nas redes sociais, sendo vista como símbolo de renovação e coerência política no Legislativo taioense.

Além disso, Acelino vem se destacando no primeiro ano de mandato como um vereador ativo e preparado, apresentando discursos embasados em números e pesquisas, refletindo juventude e potencial para mudanças no sistema político de Taió. Nas redes sociais, seguidores já demonstram apoio até mesmo a uma eventual pré-candidatura a prefeito nas eleições de 2028.

Um exemplo de devolução

Vale lembrar que outro vereador, Marcos Krueger (PL), também se destaca, este por devolver as sobras de diárias. Em 2025, cerca de R$ 5 mil retornaram aos cofres da Câmara.

Segundo ele, cada viagem a Brasília gera uma sobra de cerca de R$ 2,5 mil por parlamentar, mesmo com todas as despesas já cobertas.

Para Krueger, esses recursos devem retornar ao município, reforçando a importância da transparência, da responsabilidade fiscal e do cumprimento da Lei Municipal nº 4.190/2020, que regulamenta o tema.

Silêncio e expectativa

Dos nove vereadores da Câmara de Taió, o perfil de três deles quanto às diárias já é conhecido: Zanghelini Junior, o “zero diária”; Marcos Krueger, o “devolvedor de sobras”; e Jaci de Liz, o “recordista em gastos”.

Os outros seis parlamentares permanecem em silêncio, sem manifestar sua postura sobre os recursos destinados a viagens oficiais.

O contraste entre os três e o silêncio dos demais evidencia que a discussão sobre o tema ainda tem muito a ser enfrentada na Câmara.

Em Taió, as diárias deixaram de ser apenas números e se tornaram um termômetro de ética, transparência e responsabilidade política. Por isso, o desafio agora é que todo o Legislativo taioense reflita sobre o uso do dinheiro público.

Com a população de olho, princípios e posturas podem se traduzir em resultados concretos para o município — e mais economia para os contribuintes.

Dados Portal da Transparência/Câmara Taió

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