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Diárias Explosivas: secretária de Administração queima em 1 ano o que antecessores levaram 4 anos para gastar

Flávia Grah Caetano, da gestão Aristides (PSDB), consumiu R$ 12.053 em diárias só em 2025 na Prefeitura de Taió (SC) – valor superior aos R$ 12.047 registrados nos quatro anos da administração anterior na pasta.

Por Redação

3 de fevereiro de 2026

às 21:45

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A gestão do prefeito Aristides Elói Valentini (PSDB) em Taió (SC) está sob os holofotes: segundo dados do Portal da Transparência, em apenas um ano, a secretária de Administração Flávia Grah Caetano já gastou R$ 12.053 em diárias, superando o total de R$ 12.047 despendido pela mesma pasta nos quatro anos da administração anterior de Horst Alexandre Purnhagen (MDB).

Isso mesmo: o que Elves Johny Schreiber (2021-2022) e Rozi Terezinha de Souza (2023-2024) utilizaram ao longo de 1.461 dias de mandato foi ultrapassado em apenas 365 dias pela atual secretária.

O aumento reflete a política interna adotada pela atual gestão, que aposta em um processo descentralizado. O prefeito Aristides concedeu autonomia aos secretários para buscar recursos que viabilizem projetos em suas áreas de atuação, o que resultou em maior deslocamento e consequente crescimento nos valores de diárias pagas aos secretários municipais.

A mudança levanta questionamentos entre contribuintes de Taió. Em um cenário de aumento no custo de vida e pressão sobre os serviços públicos, cresce o debate sobre os limites e a efetividade dessa política de descentralização administrativa.

Números que Não Mentem: Comparação

A gestão de Alexandre Purnhagen teve dois secretários no cargo ao longo do mandato. Elves Johny Schreiber gastou R$ 4.185 (2021) e R$ 5.464 (2022); Rozi Terezinha de Souza, R$ 358 (2023) e R$ 2.040 (2024) – totalizando R$ 12.047 em quatro anos.

Já na gestão Aristides Valentini (PSDB), os números mudam de forma significativa: Flávia Grah Caetano acumulou R$ 12.053 apenas em 2025, primeiro ano do mandato.

O crescimento em curto período de tempo chama atenção. A gestão municipal defende a estratégia de secretários atuando ativamente na captação de recursos e articulação de projetos, mas ainda há questionamentos sobre os resultados concretos dessas viagens.

(Flávia Caetano, redes sociais)

Autonomia ou Risco Administrativo?

A política de descentralização, embora prevista como instrumento de eficiência, gera debate sobre seus impactos práticos. Secretários têm circulado por Florianópolis (SC) e Brasília (DF) em busca de verbas, enquanto o orçamento municipal segue pressionado. A discussão central envolve o retorno institucional dessas despesas.

A ausência de indicadores públicos claros sobre projetos efetivamente viabilizados por essas agendas externas reforça a demanda por maior transparência e prestação de contas.

Hora de Avaliação e Transparência

Diante dos números, cresce a cobrança por critérios objetivos de controle e avaliação de resultados. A administração municipal é desafiada a demonstrar os benefícios concretos gerados pelas viagens e justificar o volume de recursos empregados.

A população de Taió reivindica prestação de contas detalhada, com divulgação de itinerários, objetivos, agendas institucionais e resultados obtidos com os recursos públicos.

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