O mau cheiro e o barulho atribuídos ao processamento realizado em uma indústria e comércio de rações permanecem envolvidos em mistério no município de Agronômica, no Alto Vale do Itajaí (SC).
Localizada no bairro Centro, a fábrica já provocou tamanho transtorno aos moradores do entorno que o caso acabou parando no Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
A principal dúvida é se há o devido licenciamento ambiental para a operação da empresa instalada em uma área urbana e cercada por muitas residências na Rua Leopoldo da Cunha, próximo também à Câmara de Vereadores.
Enigma
A partir da reclamação recebida, o portal Alto Vale Agora vem procurando, desde o final de junho, explicacões para a situação que representa incômodo à comunidade local.
No primeiro contato com o Instituto do Meio Ambiente (IMA), em 28 de junho, o gerente de desenvolvimento ambiental do órgão informou que havia chamado os responsáveis pela empresa.
Odirlei Jeremias acrescentou que eles foram comunicados dos problemas denunciados extraoficialmente e que um ofício seria remetido pedindo esclarecimentos sobre os fatos e o que fariam para solucioná-los.
No entanto, o gerente não respondeu nossa dúvida sobre a forma como ocorreu a autorização de funcionamento na área central do município. Ele também não falou se já havia se posicionado para a 4ª Promotoria de Justiça da Comarca de Rio do Sul, conforme aguardava a instituição.
No último dia 11 de julho, nossa equipe voltou a contatar o IMA por e-mail. Perguntamos se os representantes da fábrica de ração haviam respondido ao Instituto do Meio Ambiente. Questionamos outra vez se houve autorização para a instalação da indústria no local e se o IMA já havia encaminhado sua manifestação à Promotoria de Justiça.
Recebemos a nova resposta no dia seguinte, 18, limitada a um par de frases: “Foi enviado ofício para a empresa Pura Forte, para que apresentasse as melhorias dos pontos questionados na denúncia da 4[ª] Promotoria. Estamos aguardando retorno.”
Na terça-feira (19), encaminhamos outro e-mail à prefeitura de Agronômica, solicitação que acabou sendo reenviada dias depois por conta da ausência de retorno.
Na mensagem, perguntamos ao executivo: “A fábrica está devidamente habilitada junto ao Município? Poderia funcionar naquele local? A Vigilância Sanitária, ou outro órgão do executivo municipal, tem conhecimento da queixa, ou já tomou providências? Há outros esclarecimentos que a Prefeitura pode acrescentar sobre esse caso?”
Até o momento, permanecemos esperando as respostas para atualização do público, especialmente para esclarecer a comunidade que se diz prejudicada com o mau cheiro e o barulho da fábrica de rações.
E os vereadores, que também são vizinhos da indústria, estão cientes do problema?
Foto de Capa: “Morador”