Diante da barbárie, praticada pelo monstro que matou quatro crianças e feriu outras cinco com golpes de machadinha enquanto as vítimas inocentes brincavam no parquinho da creche que o assassino invadiu pulando o muro em Blumenau (SC), o brasileiro de bem – em choque, enlutado e revoltado – pergunta: o que há de errado? Como conter tal selvageria?
Segurança armada em todas as escolas, sugerem governantes, já planejando contratações. Câmeras de vigilância, porta giratória com detector de metal e controle de acesso biométrico, acrescentam outros políticos, agilizando processos licitatórios.
Aparentemente, oportunistas já tramam como ‘faturar’ com a tragédia. Tem os que simulam solidariedade aos holofotes enquanto calculam votos futuros.
Há quem se aproveite do clima de comoção nacional provocado pela chacina como pretexto para responsabilizar as redes sociais pelo horror cometido, quando a intenção deles é meramente censurar a liberdade de expressão.
Existem também aqueles que vão ainda mais longe. Fazem até caixão de criança virar palanque para ataques a seus desafetos políticos.
Já a mesma parte da grande mídia, que promove cenas de violência gratuita em filmes e novelas, anuncia que, seguindo as recomendações mais recentes de “prestigiados especialistas”, jamais publicará nome e foto de autores de crimes em seus noticiários, bem como vídeos das ações dos agressores. Não dar a desejada “fama aos assassinos” evitaria o chamado “EFEITO CONTÁGIO”, dizem.

Da esquerda para a direita: Bernardo Machado, Bernardo Pabest, Enzo e Larissa. (Foto: Reprodução)
Porém, enquanto ouvimos compromissos e promessas de paz e segurança, a perversão, lamentavelmente, já se espalhou.
Segundo um relatório, de dezembro, do governo federal, cerca de 18 ataques em escolas no Brasil mataram ao menos 40 alunos e professores e deixaram mais de 70 feridos, desde o início dos anos 2000. Como se vê, não foi a primeira vez; e tem tudo para não ser a última, infelizmente.
Fica a impressão que a sociedade é jogada no caos de propósito, por causa da falta de respostas à altura das abominações.

Desolação após assassinatos. (Foto: Reprodução)
Veja. O massacre em Santa Catarina foi causado por um sanguinário com várias passagens anteriores pela polícia. Entre os crimes, briga em boate, posse de cocaína e esfaqueamento do padrasto e de um cachorro.
Como entender que um terrorista desse andava livremente pelas nossas ruas?
Advogados estimam que, dessa vez, a soma das penas ao ‘monstro da creche’ ultrapasse os 100 anos. Isso parece impactante ao primeiro olhar.
Contudo, nos crimes mais cruéis deveriam caber direito à progressão de regime, visita íntima, tornozeleira eletrônica, ou ‘saidinhas’? Deveria valer abrandamento às sentenças por conta da alegação de “insanidade mental” desse tipo de aberração? Temos que ser obrigados a bancar a ‘estadia’ da escória nos presídios e, por cima, acreditar na ressocialização?
Além disso, o país sofre com a metástase de outro tumor assombroso. De um lado, “a polícia prende”, quando consegue. Do outro, “a Justiça solta”, sempre que são encontradas brechas, ou quando costuma ocorrer alguma interpretação mirabolante das leis – em favor de deliquentes.
Qual mensagem o sistema judicial quer passar? Impunidade? Que o crime compensa nesse país?
Em nome dos “direitos humanos” de marginais, e não dos direitos dos familiares das vítimas, a sociedade vive sob o flagelo gerado por graves distorções, omissões e inversão de valores.

Famílias destruídas choram a morte de inocentes. (Foto: Reprodução)
Enquanto isso, quatro anjos foram assassinados: Bernardo Cunha Machado (5 anos), Bernardo Pabest da Cunha (4), Larissa Maia Toldo (7) e Enzo Marchesin Barbosa (4).
As mortes destes inocentes servirão para acordar de uma vez por todas deputados e senadores para que tornem as leis mais rígidas?
Ou nossos políticos vão seguir facilitando as coisas para o maus? Seguirão aprovando leis imperfeitas que garantam a eles mesmos melhor escape, caso sejam enquadrados?

Homenagens às vítimas diante da creche. (Foto: Reprodução)
Sim, aperfeiçoar os sistemas de segurança, ter presença policial nas instituições de ensino, é o mínimo que se espera depois da tragédia na creche catarinense.
Mas é preciso mais: severidade nas leis – e o mais importante – o cumprimento fiel delas, sem qualquer frouxidão.
Crime exige castigo. A propósito, quem mata crianças não merece prisão perpétua, sem direito algum?
Que tal, também aqui no Brasil, a pena de morte por injeção letal, ou em uma cadeira elétrica?
Já imaginou o impacto que seria acompanhar na programação das emissoras de TV – que tanto gostam de alienar o público transmitindo futilidades como casamentos de príncipes e princesas –, os bastidores da execução de um criminoso? Ao vivo, para um país inteiro… boquiaberto?
Não alcancaríamos com a pena capital, em uma só vez, o tal “efeito contágio” – reverso? Alguém ainda se arriscaria a matar nossos filhos e netos?

Brasil de luto: ataque na creche Cantinho Bom Pastor choca famílias e comunidade. (Foto: Reprodução)
Quantas famílias mais precisarão chorar a perda cruel de seus entes queridos?
Quando teremos sanções que, de fato, desencorajem novos ataques hediondos contra inocentes?
Que os céus recebam os dois ‘Bernardos”, a Larissa e o Enzo. Que a fé em Deus consiga aplacar tal dor inominável nos corações de pais, familiares, professores e coleguinhas.
Por fim, que não seja necessário transcender as leis humanas e aguardar, somente do juízo divino, a aplicação da retribuição por tamanha monstruosidade.
Faça-se Justiça à atrocidade, como nunca antes!
ALTO VALE AGORA: TRABALHANDO POR UM BRASIL DE MAIS PAZ!

Crime bárbaro exige ações concretas. Qual é a punição adequada ao assassino? (Foto: Reproduação)