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ABSURDO: Com explosão de custos, serviços repetidos pela quarta vez são escândalo em prefeitura do Alto Vale

Por que gasto atual com geoprocessamento aumentou em 80 vezes, de R$ 20 mil para quase R$ 1,6 milhão? Por que fiscais não agiram para evitar dinheiro público possivelmente jogado no ralo? Povo pagará custo milionário para repetir atualização de mapa digital a cada poucos anos?

Por Redação

29 de setembro de 2021

às 22:30

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 Uma, duas, três, quatro! Não é surpreendente apenas o número de vezes que gestores da prefeitura de Taió (SC) repetiram o mesmo serviço de geoprocessamento no curto espaço de tempo dos últimos oito anos. O montante de dinheiro público que vem sendo gasto na elaboração e atualização de sistemas de mapas digitais do território taioense, na região do Alto Vale do Itajaí, também causa espanto.

 Todas as contratações foram feitas por dois gestores, ambos filiados ao partido político Movimento Democrático Brasileiro (MDB).

 Os três ‘capítulos’ iniciais dessa verdadeira novela de contratos repetidos foram vistos durante a gestão do ex-prefeito Hugo Lembeck (MDB). Em 2013, com esse tipo de serviço, foram gastos R$ 45.096,25. Já no ano seguinte, 2014, mais R$ 89.765,89. E, em 2015, outros R$ 20.884,90. Nestes anos consecutivos, a tarefa coube à GEOPROCESSO TECNOLOGIA LTDA, de Alfredo Wagner (SC).

 Repeteco: quarta vez e de cair o queixo

 Há duas semanas, uma nova empresa foi contratada para retrabalhar serviços semelhantes de geoprocessamento em Taió. Pela quarta vez.

 De cair o queixo, o preço do atual negócio disparou e atingiu valor sem precedente: R$ 1.576.200,00.

 O acordo foi assinado pelo prefeito Horst Alexandre Purnhagen, também do MDB, no dia 14 de setembro.

 A vencedora, a GEOMAIS GEOTECNOLOGIA LTDA, de São José (SC), deverá prestar serviços de “atualização e modernização da gestão territorial”. Ela foi escolhida após questionar itens do serviço da DRZ GEOTECNOLOGIA E CONSULTORIA LTDA, de Londrina (PR), que propôs preço R$ 216 mil mais barato.

 A prefeitura taioense desclassificou a concorrente paranaense sem tomar nenhuma ação prática para tentar economizar recursos dos cofres públicos.

 Consultada pelo portal Alto Vale Agora, uma fonte de outra empresa do mesmo ramo de negócios disse que tomou um susto com o valor do contrato milionário.

 Imagina isso!

 A atualização cartográfica serve para adequar a cobrança de tributos como, por exemplo, o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Parece justificável. Afinal, muitas obras foram erguidas nos últimos anos no município de Taió.

 No entanto, o repeteco de serviços de geoprocessamento levanta questionamentos.

 Os nove vereadores taioenses vão, simplesmente, aceitar esses contratos repetidos e o custo milionário sem discutir alternativas?

 Imagina só! E se cada prefeito que assumir o cargo resolver gastar R$ 1 milhão para atualizar o sistema?

 O que tem feito (ou não) o setor de tributos do executivo para garantir a atualização constante das informações?

 Por que a prefeitura não destacou um servidor para trabalhar na fiscalização? Imagina tudo o que um único funcionário seria capaz de fazer ao longo de apenas um ano: poderia fiscalizar cada residência, cada construção, coletar informações atualizadas… e, claro, evitar gastos desnecessários.

 Se não houver ninguém para acompanhar o crescimento urbano e dar sequência à renovação dos dados, dentro de 3 ou 4 anos estará tudo defasado novamente.

 E quem continuará pagando a conta?

 Adivinha…

Espaço aberto

 De acordo com a própria assessoria de imprensa, a prefeitura de Taió repassa informações apenas para veículos de comunicação “sob contrato”, ou seja, que recebem dinheiro para divulgar aquilo que o executivo deseja.

 Não é o tipo de ‘negócio’ que se sujeita o Alto Vale Agora, um portal independente e profissional. Por isso, temos liberdade total para relatar a verdade e questionar tudo.

 Ao mesmo tempo, garantimos espaço aberto – gratuito – para todos os citados nessa reportagem, incluindo o prefeito Horst Alexandre Purnhagen (MDB). Deixamos claro que nossa equipe está à disposição para realização de entrevista.

 Continua…

 Leia na próxima reportagem sobre este assunto polêmico: a notificação que está sendo preparada a contribuintes e um documento estranho usado no negócio milionário emitido em nome de um servidor licenciado da prefeitura.

 Você vai se surpreender.

 Fique conectado com a gente!

 (Processo Licitatório 60/2013; Contrato Superior: 61/2021. Licitação: 59/2021. Pregão Presencial. Preço Global. Menor Preço.)

 Fonte: Redação

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