Após o legislativo catarinense ter lançado um edital de licitação que previa a contratação de dois jatinhos para transportar deputados e assessores ao custo anual de R$ 2,6 milhões, a Casa Militar da Alesc deu parecer contrário à reabertura de novo processo licitatório para alugar o serviço de aeronaves aos políticos e seus funcionários. A decisão veio assinada pelo chefe do órgão, Ricardo Alves da Silva, na última segunda-feira (30).
O pregão anterior acabou não sendo finalizado, pois nenhuma empresa chegou ao preço da hora de voo proposto na licitação.
Por conta da polêmica, o presidente da Alesc, MAURO DE NADAL, do MDB, chegou a rotular o assunto como “fake news”, alegando que “nunca houve contratação do serviço”. NADAL também criticou “matérias jornalísticas que estejam em desconformidade com a verdade”.
Entretanto, o político omitiu do povo A EXISTÊNCIA DA LICITAÇÃO PARA A TAL CONTRATAÇÃO, conforme provam documentos disponíveis ao contribuinte no Portal da Transparência da Assembleia Legislativa.
Segundo o deputado SARGENTO LIMA, do PL – que havia pedido para o assunto ser ao menos debatido primeiro pelos 40 membros do parlamento em plenário –, o alto gasto de verba pública com táxi-aéreo não se justifica. LIMA comemorou a desistência da contratação.
Em nota emitida por sua assessoria, ele voltou a lembrar que “a Casa já oferece bons carros para o deslocamento dos parlamentares; e que” a atividade de deputado “não necessita de avião, especialmente considerando que os contribuintes se deslocam para o trabalho ‘no transporte público lotado’.”

E VOCÊ, o que pensa sobre isso: deputados da Alesc (e funcionários de seus gabinetes) deveriam ter direito a ‘jatinhos’ pagos com dinheiro tirado do imposto dos trabalhadores?
Ou eles devem continuar indo por terra, enfrentando as atuais condições de tráfego e de estradas – igual a todo mundo?
