Digitar o número do candidato ‘menos pior’ na urna eletrônica, em geral, não é o problema. Nessa hora, o dilema mesmo é acreditar que, caso eleito, o político vá cumprir as promessas feitas e, assim, bem representar os cidadãos para melhorar a qualidade de vida do povo.
Apesar das incertezas, milhões de brasileiros, mais uma vez, enfrentaram filas no último domingo (2) e, felizmente, exerceram o seu direito ao voto dando o merecido ‘troco’ a antigos e novos impostores de plantão.
Quem diria, hein?!
Até mesmo na região do Alto Vale do Itajaí (SC), candidatos astutos, camuflados em suas ‘auréolas angelicais’, tomaram uma rasteira épica.
Com o resultado das urnas, ‘traíras’ – apenas sedentas por cargos, mordomias e sabe lá Deus o que mais… –, ficaram à míngua. Perderam a corrida para lideranças novas. Derreteram suas caras de pau.
Seus projetos malignos foram enterrados. Os planos dos seus mentores – para o desespero deles, e a nossa alegria –, restaram lançados no latão do esquecimento.
Essa gente não ter alcançado cadeiras no poder já é um tremendo alívio; ao menos por mais algum tempo.
Bem feito!
Velhas serpentes e falsários arrogantes que se achavam ‘intocáveis’ no cenário nacional também acabaram escorraçados da vida política brasileira.
‘Dançaram’.
O calcanhar da democracia pisou-lhes com o merecido peso de um elefante. A justiça popular, enfim, esmagou o plano maquiavélico e anti-humano de suas cabeças insanas.
Cada nome dessa lista do expurgo (fácil de conferir em pesquisas na internet) faz rebrotar os ramos da esperança, aqueles mesmos cortados anteriormente sem dó pelos enganadores.
Deu gosto de ver! Que tamanha limpeza em 2022!
Parcela da imprensa relata que até os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) perceberam “o recado das urnas”, um sinal claro de que a própria Corte “precisa rever sua atuação diante do novo contexto político”.
Enquanto os embates ficam mais acirrados na disputa por governos estaduais e pela Presidência da República neste segundo turno da mais importante eleição da história do Brasil, caberá ao eleitor decidir – de forma consciente, responsável, justa e acertada – qual dos dois futuros possíveis deseja para a nação.
Depois que o último voto for contado, e tão logo os eleitos tomem posse com a chance de provar a que vieram, o cidadão estará atento; mais do que nunca.
E quem trair esse novo eleitor, tendo a desfaçatez de o apunhalar pelas costas após ter recebido sua confiança nas urnas, agora, já sabe: estará cometendo um verdadeiro ‘suicídio político’.
O povo acordou!

Ilustração de Capa: Giovanni Tazza