- A informação que gera opinião!

Amadorismo na gestão de barragem e descaso político inundam cidades do Alto Vale

Em erro histórico, Defesa Civil de Santa Catarina demorou para autorizar fechamento das cinco comportas da Barragem Sul, em Ituporanga.

Por Redação

4 de maio de 2022

às 22:08

Compartilhe

Falha grave fez nível do rio disparar durante temporais, atingiu setor produtivo em cidades vizinhas, assustou moradores e colocou milhares de vidas em risco. Já vereadores, prefeitos e deputados estaduais – que dizem representar a região – tentam se esquivar de responsabilidade enquanto jogam a culpa uns nos outros. Adivinha quem pagou pelo preço da lambança e da incompetência… 

 Perplexas e até em pânico, milhares de pessoas sofreram com verdadeiros ‘shows’ de amadorismo da Defesa Civil de Santa Catarina e de descaso de autoridades políticas que, graças à incompetência, agravaram as consequências das fortes chuvas e colocaram vidas em risco durante a mais recente cheia que atingiu o Alto Vale do Itajaí (SC).

 A lambança perigosa ocorreu por causa da falta de ações que já deveriam ter garantido, antes do período propenso a temporais, a manutenção de duas comportas da Barragem Sul, em Ituporanga.

 Por conta do descaso, o governo do estado, através da Defesa Civil, decidiu algo fundamental com extremo atraso: o fechamento das cinco saídas de água da represa, um erro potencialmente fatal.

 O barramento das águas deveria ter sido feito, no mínimo, na terça-feira (3), um dia antes de a manobra ser autorizada.

 No entanto, o fechamento total da barragem foi “consenso” entre os burocratas – sentados em seus confortáveis escritórios oficiais custeados pelo povo – apenas no final da manhã de quarta-feira (04), conforme anunciou a imprensa regional.

 Incompetência e descontrole

 O erro grotesco entrará para a história como uma amostra do que nunca deveria ter ocorrido.

 Sem a contenção a tempo, o grande volume de água vindo da região da cebola fez o nível do rio disparar em cidades como Rio do Sul.

 Milhares de pessoas foram obrigadas a remover seus pertences às pressas e correr sem chance de planejamento das suas casas inundadas para abrigos.

 O desmando atingiu parte do comércio e levou caos ao trânsito, revelando até as fragilidades da Guarda Municipal.

 O impacto da enchente foi aumentado também sobre as forças de emergência como, por exemplo, os bombeiros, que acabaram sendo muito mais exigidos.

 Em suma, o amadorismo pode ser definido em palavras como riscos, prejuízos, custos… Todos foram AUMENTADOS na tentativa de contornar a situação agravada pelas próprias autoridades.

 Se houver mortes, dessa vez, culpados poderão ser apontados.

 Maio de 2022: a enchente da vergonha

 A cheia de maio de 2022 afunda a moral dos políticos que dizem trabalhar em benefício do Alto Vale.

 Onde o prefeito de Ituporanga (SC), Gervásio Maciel (PP), e os 11 vereadores da Câmara Municipal estão com a cabeça? Como não garantiram a conclusão das obras nas comportas usando sua pressão política junto ao governo catarinense?

 O que faziam, quando havia dias ensolarados, os deputados estaduais Jerry Comper (MDB), Maurício José Eskudlark (PL) e Milton Hobus (PSD) – campeões de consumo de diárias na Assembleia Legislativa (Alesc) – que juram trabalhar pela região?

 Como pode a Defesa Civil de Santa Catarina deixar para resolver um problema numa barragem durante o período de intensificação das chuvas? E por que não fechou as comportas logo? Primeiro não podia, depois podia? Como assim?

 Agora, a incompetência já virou rixa. Cada um querendo se livrar de responsabilidades. Um dos reclamantes é o prefeito de Rio do Sul, José Thomé (PSD), que acaba de inaugurar uma ponte para a população pagar pelos próximos 20 anos.

 Resta ao eleitor marcar o nome de todos que representaram grave ameaça pública nessa ENCHENTE FACILITADA pelo DESCASO e pela INCOMPETÊNCIA. E, na primeira oportunidade, fechar-lhes as (com)portas nas urnas.

Você faz ideia?

 A propósito, na sua cidade há ações ordenadas sendo feitas pela Defesa Civil durante o ano?

 Você conhece quem é o responsável pelo órgão? Quem ocupa a função tem conhecimento para lhe representar? Orienta a população em caso de cheias, ou mais confunde do que ajuda ao anunciar, por exemplo, novas cotas atrapalhadas de inundação a todo momento?

 É profissional, ou é alguém colocado no cargo por ser do partido do Prefeito(a)?

(Fotos: Divulgação)

Últimas notícias

Eder Ceola pede “instauração de Inquérito Civil Administrativo” contra Rozi Terezinha de Souza para apurar pagamentos totais de R$ 1,2 milhão a médico credenciado pela prefeitura.
Campeã da gastança na atual legislatura, vereadora “Solange dos Doces” (PP) já vampirou, sozinha, R$ 71 mil dos cofres públicos; mas comilança de dinheiro dos contribuintes já infectou todo o legislativo municipal, maior devorador de recursos entre todas as Câmaras do Alto Vale.
Enquanto aponta o dedo para falha dos outros, José Thomé esqueceu de fazer suas próprias lições de casa em Rio do Sul (SC). Adivinha quem paga pelo descaso e pelas lambanças dos políticos na última cheia...