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Ao custo de R$ 10 milhões, prefeito constrói mega-ponte bem diante da indústria do seu padrinho político

Suposta coincidência jamais foi sequer relatada pela ‘velha mídia’ da região do Alto Vale (SC). “Maior contrato assinado na história da cidade”, o chamado Acesso Leste desafogará trânsito e trará desenvolvimento, disse gestor público. Promessa de entrega antecipada da mega-ponte foi descumprida. Cronograma oficial também já venceu. Executivo informa que faltam 15% dos serviços para concluir a obra, um projeto de engenharia de altíssimo padrão.

Por Redação

9 de fevereiro de 2022

às 17:00

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 O prefeito José Thomé (PSD) descumpriu o prazo de entrega previsto para a conclusão da obra da mega-ponte que ligará os bairros Bremer e Navegantes, sobre o Rio Itajaí-Açu, em Rio do Sul (SC). Apesar do atraso, algo chama ainda mais a atenção: “o maior contrato assinado na história da cidade”, ao custo anunciado de quase R$ 10,2 milhões, está sendo executado bem em frente da indústria do seu padrinho político, o ex-prefeito e atual deputado estadual Milton Hobus (PSD), sócio-proprietário da Royal Ciclo, fabricante de componentes para bicicletas.

 O fato é a primeira coisa que se percebe ao chegar no canteiro de obras e olhar para o outro lado da Estrada Blumenau, onde fica a fábrica.

 Apesar disso, até hoje, não se ouviu nenhum jornalista da mídia tradicional do Alto Vale nem sequer relatar a suposta coincidência de a ponte estar sendo construída naquele exato local.

 Thomé também não tocou no assunto, até onde o portal Alto Vale Agora conseguiu apurar.

 Hobus, igualmente, parece nunca ter falado sobre o porquê de a ponte ter sido projetada para execução bem defronte ao portão de acesso ao seu empreendimento privado.

 Na época do início dos trabalhos da obra milionária – diante da indústria do homem que o lançou na política -, o prefeito José Thomé declarou: “Pensamos a estrutura nesta região, pois atende várias comunidades, moradores e também as indústrias. É algo que vai beneficiar a região e trazer desenvolvimento”, além de desafogar o trânsito na área central, enfatizou o pupilo de Hobus.

 Com capacidade para caminhões pesados, a nova travessia – naquele local -, é propagandeada como sendo a única opção nesta região do município, excluindo a ponte da rua Ivo Silveira ou o caminho pela cidade vizinha, Lontras.

 Prefeito fura promessa e prazo inicial

 José Thomé alardeou que os trabalhos, iniciados em janeiro de 2021, estariam terminados já em outubro, após 10 meses, apesar do contrato de 12 meses com a empreiteira findar apenas entre dezembro do ano passado e janeiro de 2022.

 Todo o otimismo foi registrado em reportagens de uma revista que oferece divulgação para conteúdo pago e de uma emissora de TV apoiadora de ações de políticos.

 Nos registros propagandísticos que permanecem disponíveis na internet, o gestor público municipal chegou a declarar: “É uma empresa [Itaúba, do Paraná’] de muito ‘know-how’ [conhecimento técnico] no setor”.  VEJA!

Fonte: RBA TV

 Tempo

 Nem mesmo as boas condições do tempo, com longos períodos sem chuva – o que era uma preocupação do prefeito -, adiantaram para garantir os cumprimentos da promessa ou do cronograma oficial.

 Com todas as projeções e prazos contratuais já vencidos, fotos atuais da obra da ponte confirmam que a construção – em 85%, segundo o executivo -, ainda tem bastante serviço pela frente até chegar à conclusão. 

 No entorno, há diversas outras obras não iniciadas. Entre elas, rótulas em ambos os lados e pavimentação de pistas de acesso à mega-ponte.

 Já um trecho de ligação até a BR-470 teve orçamento inicial da licitação anunciado em cerca de R$ 2,8 milhões.

 Mega

 Em construção perante o acesso à indústria do deputado estadual Milton Hobus, a obra é resultado de um rico projeto de engenharia.

 A complexidade do desenho parece ter tido menos preocupação com custos do que com o empenho para satisfazer.

 Em janeiro do ano passado, o capricho, evidenciado nos detalhes e na suntuosidade do chamado novo “Acesso Leste” da cidade, foi detalhado pelo próprio prefeito José Thomé para uma emissora de TV. VEJA!

Fonte: RBA TV

 Atraso, implicações e ‘coincidência’

 O que você pensa:

 1) O descumprimento de cronogramas contratuais de obras públicas deveria ser devidamente investigado e, em caso de culpabilidade, os responsáveis punidos?

 2) Se o atraso implicar em aditivos ao contrato inicial e encarecimento de uma obra pública, quem deve pagar a conta extra?

 3) A construção de uma mega-ponte na ‘porta’ da indústria do padrinho político do prefeito é apenas uma coincidência e o projeto é muito bem-vindo, obrigado?

 Deixe sua opinião nos comentários. A equipe do portal Alto Vale Agora agradece a sua participação.

 Fonte: Redação

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