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Chefe de tráfico é condenado por homicídio em Florianópolis

Crime foi motivado por roubo de droga de organização criminosa.

Por Redação

24 de junho de 2021

às 11:00

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 O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri da Comarca da Capital condenou a 12 anos de prisão um homem denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pelo homicídio de outro homem que teria roubado drogas da organização criminosa chefiada pelo réu. Ele foi  condenado por homicídio duplamente qualificado – motivo torpe e impossibilidade de defesa da vítima. 

  O réu, Antoninho Cloves de Lima, matou Roberto Pires Neto com dois tiros de arma de fogo. Antoninho cometeu o crime com a participação de Fernando Elias da Silva, que está foragido. O crime ocorreu no início de 2018, na comunidade do Siri, em Florianópolis.

O MPSC denunciou os dois homens pelo crime de homicídio e por integrarem uma organização criminosa. A justiça aceitou o pedido do MPSC tão somente em relação ao crime de homicídio, uma vez que Antoninho já estava sendo acusado por organização criminosa em outro processo.

 Segundo a ação penal pública, o réu é um dos chefes do tráfico de drogas na comunidade do Siri. Ele teria descoberto que a vítima, supostamente, havia roubado entre 3 a 4 mil reais em drogas para vender por contra própria. Antoninho, então, entrou em contato com Fernando, que também chefiava o tráfico na área, para decidir o que seria feito com Roberto. O réu e o cúmplice fizeram a vítima confessar o roubo das drogas e o levaram para as dunas que ficam próximas da comunidade, onde o executaram com dois tiros.

 Na denúncia, a 36ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capita ressaltou que ficou claro que o réu exercia o comando do tráfico de drogas no local e que matou por motivo torpe, além de ter um histórico de crimes.

 No julgamento, o Promotor de Justiça Luiz Fernando Fernandes Pacheco ressaltou que “as provas constantes dos autos não deixavam dúvidas quanto a participação de Antoninho no assassinato da vítima”.

 O réu permaneceu preso preventivamente após requerimento do MPSC durante o andamento do processo e não poderá aguardar o julgamento de eventual recurso em liberdade.

 Fonte: MPSC

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