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DENÚNCIA: Presidente de Câmara de Vereadores e servidora torram R$ 17,7 mil com diárias e viagens

Ele já fez evaporar mais de R$ 10 mil dos cofres públicos este ano. Ela, outros R$ 7,5 mil. Até agora, são 56 empenhos de pagamentos. Acúmulo de gastos exorbitantes se repete todos os meses, denunciam munícipes ao portal Alto Vale Agora. Sem preocupação com a crise e desprezando a chance de fazer economia com reuniões virtuais por videoconferência, ambos são criticados pelo mau exemplo. Enquanto isso, bancados pelos contribuintes, eles vão passeando por cidades do Alto Vale, além de Florianópolis e Brasília. Leia e comente o que você acha disso...

Por Redação

19 de novembro de 2021

às 09:00

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 Em tempos de crise, os gastos causados pelo presidente da Câmara de Vereadores e por uma servidora no cargo de auxiliar legislativo atraíram a indignação de moradores de Witmarsum, município do Alto Vale do Itajaí (SC). Este ano, Amilton Círico (PSDB) e Morgana Possamai já conseguiram somar prejuízos de R$ 17,7 mil aos cofres públicos com pedidos de ressarcimento de gastos de viagens e pagamento de diárias.

 O levantamento, realizado pelo Alto Vale Agora, tem como base a divulgação das despesas através do Portal da Transparência.

 O caso foi apurado depois que nossa equipe de reportagem recebeu denúncias de internautas revoltados com a situação.

 “Estamos cansados de ver a farra com o dinheiro público”, abre a mensagem de desabafo enviada em nome de “um grupo de munícipes”. O texto continua: “Mas o que mais nos chateia, é que mês a mês isso ocorre… e nada é feito”. A reclamação também alerta que “a quantidade, a necessidade, e os valores, são mais que duvidosos”.

 Nada escapa: de R$ 42,00 a R$ 2,6 mil

 Um dos alvos da queixa, o presidente da Câmara deveria ser o primeiro a dar o exemplo, de acordo com os denunciantes.

 No entanto, Amilton Círico foi justamente quem deu o maior prejuízo aos cofres do legislativo de Witmarsum.

 Entre janeiro e outubro deste ano, a conta gerada por ele com pagamento de diárias e reembolso de despesas de deslocamento atinge R$ 10.166,54.

 Círico não perdoou nada. Ele solicitou a devolução de valores que partem de R$ 42,00, sobem para R$ 81,00, R$ 160,00, R$ 235,00 e R$ 753,00, além do maior deles: R$ 2.681,56.

 “Farra”: Brasília, Florianópolis e Alto Vale

 A despesa mais alta (R$ 2,6 mil) empenhada pelo presidente da Câmara corresponde ao pagamento de três diárias e meia para indenização de viagem a Brasília (DF). Em ano de pandemia, Amilton Círico participou da polêmica “XX Marcha de Vereadores e Legislativos Municipais de 2021”, de 24 a 27 de agosto, no Ópera Hall. No Portal da Transparência, a emissão da autorização deste pagamento consta com data antecipada: “16/08/2021”.

 Já no mês seguinte, o parlamentar solicitou verba para realizar um curso sobre orçamento impositivo e emendas parlamentares, de 21 a 24 de setembro, em Florianópolis (SC). Com o gasto alegado de três diárias e meia, embolsou mais R$ 1.333,89. Somente a viagem de ida e volta, somando cerca de 500 km, garantiu recebimento de outros R$ 753,00. Os dois valores, que totalizam R$ 2.086,90, aparecem emitidos para empenho com data de 15 de setembro de 2021, já uma semana antes do evento.

 A lista de gastos tem até locomoção realizada apenas para protocolar pedido de pavimentação de lajotas no gabinete do deputado estadual Marcos Vieira (PSDB), na Capital, no dia 2 junho, o que custou ao erário R$ 743,82.

 Os demais gastos com diárias e deslocamentos foram gerados com a justificativa de participação em reuniões, assembleias e cursos ocorridos em Salete, Rio do Oeste, Laurentino e Rio do Sul, na região do Alto Vale.

 Contabilizando o salário de R$ 3,5 mil, este ano, Círico já representa despesa total de R$ 45.166,54 para os contribuintes de Witmarsum.

 Sai do bolso do povo, então…

 Já a servidora Morgana Possamai aparenta ter a mesma paixão por viagens pagas com dinheiro público do pequeno município do Alto Vale do Itajaí.

 Do início deste ano até novembro, a auxiliar legislativo gastou R$ 7.566,12 dos cofres da Câmara de Vereadores de Witmarsum. 

 Os valores variam entre R$ 160,00, R$ 321,00 e R$ 516,00, além da despesa mais elevada: R$ 2.681,56.

 Gastos duplicados

 Custo desnecessário, Morgana fez a mesma viagem que o presidente da Câmara para participar da Marcha de Vereadores realizada em agosto, no Distrito Federal.

 O custo de três diárias e meia, no valor de R$ 2,6 mil, foi empenhado em 16 de agosto de 2021, já 8 dias antes do início do evento.

 O valor do embolso mais que dobrou o salário pago à servidora naquele mês, que foi de R$ 2.089,18.

 Além desse passeio – sempre bancada pelo legislativo, do mesmo modo que o presidente da Casa -, a servidora circulou mensalmente em municípios como Rio do Sul, Laurentino, Aurora e Rio do Oeste.

 Os deslocamentos e as diárias têm relação com a participação em reuniões e cursos, segundo os documentos publicados.

 “Valores são mais que duvidosos”

 Em outubro, Morgana solicitou ressarcimento de viagem entre Witmarsum e Rio do Oeste para participar do curso sobre a nova Lei de Licitações, dias 21 e 22, na Câmara de Vereadores rioestense.

 A distância entre os municípios, via SCs 340 e 350, aparece no Google como sendo de 64,9 km. Supondo que foram duas idas e duas voltas, temos 259,6 km percorridos.

 Um veículo que faz 13 km por litro, queimaria 19,96 litros de gasolina no percurso.

 Com o preço do combustível em R$ 6,55 o litro, o gasto seria de R$ 130,79. No entanto, o valor reembolsado à servidora foi de R$ 516,00.

 Morgana, em 2021, já representa custos totais de R$ 34.423,39, incluindo seus vencimentos, férias e licença-prêmio.

 “Legislar e fiscalizar”

 Só este ano, o presidente da Câmara de Vereadores, Amilton Círico, já coleciona 31 empenhos de diárias e deslocamentos pagos.

 A servidora Morgana Possamai acumula outros 25. 

 No total, os 56 embolsos dos dois somam os R$ 17,7 mil. A fonte do dinheiro são os recursos ordinários do tesouro.

 O histórico de detalhamentos dos empenhos informa que as despesas com viagens e diárias correm por conta do programa “legislar e fiscalizar”.

 Absurdo

 Considerando que o dinheiro que rega o orçamento das instituições sai do bolso do trabalhador que paga impostos, será que Morgana e Círico ainda não enxergaram que, agora, mais do que nunca, é hora de enfrentar a crise econômica cortando gastos?

 Por que ambos ignoram a possibilidade de realizar reuniões virtuais em vez de gastar com repetidos deslocamentos e diárias?

 O que você acha? Deixe sua opinião nos comentários.

 Já para o presidente da Câmara de Vereadores e para a servidora do legislativo de Witmarsum deixamos o espaço aberto no portal Alto Vale Agora para eventual desejo de esclarecer os gastos dos quais ambos são alvos de crítica.

 Fonte: Redação

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