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DESCASO: Prefeito já castiga trabalhadores há quase um ano com interdição de ponte ‘por tempo indeterminado’ em Rio do Sul

Não houve nenhuma obra de conserto da travessia até o momento.

Por Redação

23 de março de 2022

às 17:26

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Barreiras instaladas nas cabeceiras da ponte pênsil permanecem impedindo acesso dos automóveis e, em breve, já completarão primeiro aniversário. Interdição repentina, que agravou situação dos congestionamentos, inferniza a vida de muitos motoristas a caminho do trabalho. E se algum condutor sonhava que a Guarda Municipal apareceria nos horários de pico para ajudar a fazer o trânsito fluir rumo ao centro da cidade, esqueça! Quanto à reabertura da ponte… é bom rezar.

 O prefeito José Thomé (PSD) já castiga trabalhadores há quase um ano com a interdição para automóveis da importante ponte pênsil que liga os bairros Barragem e Pamplona, localizada perto do Posto Pinheiro, na BR-470, em Rio do Sul (SC). A travessia é a única opção para diluir engarrafamentos nas vias urbanas da margem direita do Rio Itajaí do Oeste até o centro da cidade.

 De acordo com um jornal local, o fechamento ao tráfego de automóveis ocorreu no dia 6 de abril do ano passado – “por tempo indeterminado”.

 Na época, a publicação finalizou informando que era “necessário contratar empresa especializada para fazer a manutenção dos cabos de sustentação” da ponte.

 Quase um ano, e nada. Em vez dos supostos reparos necessários nos cabos, ‘aço’ só mesmo o dos nervos dos motoristas. Afinal, diariamente, é preciso muita resistência para não perder a calma diante do descaso que já vai completar seu primeiro aniversário.

Barreiras colocadas nos acessos à ponte completarão 12 meses no início de abril. (Foto: Alto Vale Agora)

Interdição agravou engarrafamentos

Antes da instalação de barreiras para impedir a passagem de carros pela ponte pênsil, os condutores podiam usar a travessia como rota de escape pela BR-470 rumo ao local de trabalho.

Com a interdição, a situação infernal de engarrafamentos piorou drasticamente.

Desde abril de 2021, motoristas enfrentam mais filas por causa da interdição da ponte pênsil para automóveis. (Foto: Alto Vale Agora)

Os trabalhadores são obrigados a perder tempo, combustível e dinheiro em filas ainda mais longas nos horários de pico.

 É comum ver carros parados já na Estrada da Madeira, de onde parte um dos acessos à ponte. O problema aumenta no bairro Budag e segue ao longo da Avenida Governador Jorge Lacerda. Depois, a situação fica caótica de vez para quem vai atravessar a Ponte dos Arcos.

 Em dias de chuva, o congestionamento é ainda maior.

Situação dos engarrafamentos ficou agravada também na Ponte dos Arcos. (Foto: Alto Vale Agora)

 Guarda Municipal? Esqueça!

 Os condutores não podem sequer contar com a ajuda da Guarda Municipal para melhorar o fluxo do trânsito que foi piorado com o trancamento da ponte pênsil.

 Procurada, a assessoria de imprensa da prefeitura de Rio do Sul informou que, durante os horários de pico, a corporação está ocupada com o atendimento da movimentação em regiões próximas de instituições de ensino.

 No entanto, o executivo admite que até este serviço é precário. Afinal, “são 12 escolas acompanhadas para apenas duas viaturas e quatro guardas disponíveis por turno”, o que exige um “sistema de revezamento”.

 Por outro lado, também não é segredo que ajudar a organizar o trânsito caótico pode não ser atraente. Afinal, isso não rende dinheiro, ao contrário do que aplicar ‘multas’, por exemplo.

Dois guardas municipais atuando em frente ao Centro Educacional Luiz Adelar Soldatelli – CAIC. (Foto: Alto Vale Agora)

 Interdição: “projeto em andamento”

 Há quase um ano, a ponte pênsil entre os bairros Barragem e Pamplona permite passagem apenas para pedestres, ciclistas e motociclistas.

 A prefeitura diz que tem conhecimento que a interdição da travessia para carros piorou a situação dos engarrafamentos do lado direito do rio.

 Apesar disso, a última intervenção para para melhorias no trânsito da região foi em 2017.

 Além disso, esta mudança, implementada nas imediações da Ponte dos Arcos, onde todo o problema acaba desembocando, não resolveu.

 Diante da situação agravada, a mensagem de resposta ao portal Alto Vale Agora acrescenta que, atualmente, “há estudo em andamento com empresa especializada em trânsito que deve propor melhorias para diversos pontos da cidade”. O cronograma desse levantamento não foi informado.

 E continua: “ainda há uma nova ponte sendo prevista para interligação entre os bairros Budag e Canoas, também com foco no trânsito daquela região, chamada de ‘Acesso Oeste’.” Valor, fonte dos recursos financeiros e prazo de execução desta obra também não foram repassados.

 Quanto à ponte pênsil interditada, a explicação é a seguinte: “a estrutura não apresenta mais segurança para a passagem de automóveis e precisa ser refeita. O projeto está em andamento e em um mês deve ser encaminhado para licitação.”

 O executivo municipal não revelou sua expectativa para início e fim dos trabalhos de recuperação da travessia.

 Pulando da cama…

 Enquanto isso, moradores relatam que, por conta do fechamento da ponte para automóveis, o jeito tem sido acordar mais cedo para tentar escapar do trânsito matinal travado no trecho.

 Já o prefeito José Thomé, que mora em outra área, não depende desse percurso para seus deslocamentos rotineiros.

 Em tese, o político poderia continuar a dormir até um pouco mais tarde, ou, se desejar, quem sabe, até por “tempo indeterminado”.

Ponte pênsil bloqueada e engarrafamentos diários não atingem rotina do prefeito José Thomé (PSD). (Fotomontagem: Alto Vale Agora)

 Foto de Capa: Alto Vale Agora

 Fonte: Redação

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