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Despesas mensais com lixo saltam de R$ 78 mil para R$ 114 mil, após novo prefeito enterrar plano de reciclagem que previa custo ZERO

Com lema “lixo é dinheiro”, ex-prefeito queria cortar prejuízos e gerar empregos e lucro. Mas seu ex-vice, que virou prefeito, recontratou empresa de coleta e custo disparou.

Por Redação

6 de agosto de 2021

às 10:20

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 O gasto médio mensal de R$ 78 mil registrado na gestão anterior da prefeitura de Taió (SC) pelo serviço de coleta de lixo na cidade saltará, em média, para R$ 114 mil, a partir deste mês. O aumento de 46% nos custos decorre da recontratação da empresa DML Coleta e Transportes de Resíduos Ltda, localizada em Otacílio Costa, na Serra Catarinense. Pelo período de 12 meses, o valor total do novo contrato é da ordem de R$ 1,36 milhão. O pacto prevê o pagamento de R$ 380,00 por tonelada.

 Abandonou

 O novo acordo, assinado no final de julho pelo atual prefeito Horst Alexandre Purnhagen (PMDB), enterra uma iniciativa ousada: a municipalização e reciclagem do lixo implantada na gestão anterior para tentar zerar as despesas com a coleta, gerar empregos e produzir lucros capazes também de tornar o projeto autossustentável.

 Em 2017, quando Alexandre ocupava o cargo de vice-prefeito, o então prefeito Almir Reni Guski (PSDB) investiu muito dinheiro público no plano. A ideia foi lançada com a promessa de que brilharia como um “case de sucesso” e serviria de exemplo para todo o estado como “um dos melhores modelos de lixo de Santa Catarina”.

 “Lixo é dinheiro!”

 Segundo o ex-prefeito, o município sofria grande prejuízo com o pagamento da empresa de coleta de resíduos. Almir Guski declarou que o custo mensal aproximado do serviço, de quase R$ 80 mil, era o dobro do valor disponível em caixa proveniente da Taxa de Lixo.

 Assim, escolheu a saída: montar uma “grande indústria”, uma “grande empresa” para coletar e separar todo o lixo recolhido nas residências. Apenas as sobras seriam transportadas ao aterro sanitário, em Otacílio Costa, na Serra.

 Os recursos foram investidos em consultoria de engenharia ambiental, compra de um caminhão equipado para coletar o lixo e contratação de uma cooperativa de reciclagem, responsável também pelos catadores. Um galpão foi alugado para abrigar o serviço de separação dos materiais. Até um concurso público tentou selecionar trabalhadores.

 Apesar do esforço, o caminhão ficou parado durante um ano. Mas o serviço acabou sendo ativado. E o veículo circulou entre agosto de 2020 e julho de 2021, período em que Alexandre deixou de ser vice e se elegeu prefeito em outra chapa.

 “Legado” rejeitado pelo vice que virou prefeito

 “Quem vai usufruir o legado desse ‘case’ vai ser o próximo prefeito”, chegou a afirmar o então gestor municipal. Porém, Almir Guski certamente não imaginava que seu vice acabaria se elegendo o atual prefeito de Taió e que, no poder, Alexandre daria uma guinada e rejeitaria a ‘herança’.

 Guski revelou todo seu ambicioso projeto, as dificuldades enfrentadas na execução do plano e as vantagens que ele via na reciclagem durante uma entrevista concedida ao radialista Marcos Roberto, na Rádio Taió FM, em 8 de julho de 2020, quando ainda era prefeito. (OUÇA!)

 O que diz a prefeitura?

 A reportagem do portal Alto Vale Agora fez diversos contatos na tentativa de saber o motivo que terminou no abandono da municipalização do lixo e na recontratação da empresa de coleta de resíduos. Porém, nenhuma das chamadas telefônicas foi atendida pelo secretário de Assistência Social, Jeferson Kniess. O secretário, que também responde pelo setor de imprensa do executivo municipal, também não retornou as nossas ligações.

 Fonte: Da Redação

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