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Eleições 2024: O ano da chance de libertação dos ‘coronéis’ em Taió

Em meio a acordos particulares e partidários suspeitíssimos, as reais necessidades do povo são ignoradas. Pare e pense: você está disposto a permitir a continuidade desse cenário de ‘vale tudo’?

Por Redação

4 de junho de 2024

às 17:30

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Enraizado nas entranhas políticas de Taió (SC), o coronelismo tem provocado atraso e atravancado o destino do município do Alto Vale do Itajaí. Enquanto o país se prepara para as eleições de 2024, os cidadãos taioenses se veem diante de uma escolha crucial: permanecer na sombra dos ‘coronéis’ e à mercê dos interesses particulares e partidários deles, ou abrir caminho para uma nova era de governança verdadeiramente democrática, tanto no poder Executivo quanto no Legislativo.

Os jogos pré-eleitorais nos bastidores mais uma vez expõem um quadro preocupante e perturbador. Surgem conchavos, sugerindo um possível loteamento de cargos, enquanto indícios de acordos questionáveis mancham o cenário político da cidade. Infelizmente, observa-se uma atmosfera de ‘vale tudo’ na busca pela perpetuação no poder.

As manobras apontam diretamente para o atual prefeito. Alexandre Purnhagen, do MDB, estabeleceu um acerto com o “dono do PSD” local, que indicou posteriormente outro empresário, Élio Tambosi, como pré-candidato a vice.

Este trato absurdo ultrapassa os limites da coerência. Começando pelas históricas disputas entre os dois partidos, agora convenientemente esquecidas em uma tentativa de enganar o eleitorado. No entanto, é de conhecimento geral que o PSD sempre se posicionou como sendo um adversário ferrenho do MDB. Basta lembrar do extenso roteiro de conflitos que incluem processos judiciais, acusações e denúncias de todos os tipos.

A conivência entre emedebistas e pessedistas pode ir além de uma simples aliança estratégica; pode tratar-se de um pacto que visa ocultar divergências ideológicas em favor de supostos interesses obscuros. Mesmo que isso implique desrespeitar o povo, utilizando-o como massa de manobra em sua busca por poder.

Alexandre, no gabinete da prefeitura de Taió, abraçado com integrantes do PSD local e regional. (Foto: Divulgação)

“Toma lá, dá cá…”?

Nessa política de conveniência, outros alinhamentos flagrantes evidenciam uma total desconexão com a comunidade.

Um dos ‘antiexemplos’ é o vereador Joel Sandro Macoppi, atualmente em seu terceiro mandato, que migrou do PP para o PSD. Observadores atentos veem essa troca de legenda como uma tentativa desesperada para se manter no cargo por outros quatro anos e, consequentemente, obter cerca de R$ 300 mil adicionais com um novo mandato.

Vereador Joel Macoppi e prefeito Alexandre. (Foto: Arquivo/Redes Sociais)

Há mais. A vereadora Maria Zenaide Stringari abandonou o PSDB e a oposição que fez nos três primeiros anos desta legislatura ao mandato de Alexandre, para também ingressar no PSD. Chama a atenção que essa mudança de partido ocorre na esteira da contratação da empresa de seu filho para executar obras no município, com pagamentos provenientes dos cofres públicos que já somam R$ 200 mil e, extraoficialmente, podem ultrapassar os R$ 500 mil este ano. Assim, mesmo à custa da renúncia de convicções, parece que a campanha do ‘vale tudo’ pela reeleição justifica-se. Lamentável. 

“Feijoada do MDB”, em 1º de junho deste ano, juntou vereadora Maria, empresário Élio Tambosi e prefeito Alexandre. (Foto: Divulgação)

Apesar do manto de suposta legalidade, as combinações levantam desconfianças. Afinal, será que dinheiro público poderia estar sendo usado como moeda de troca para garantir apoio à reeleição e perpetuar o ‘status quo’ dos ‘coronéis’ locais? Os detentores do poder estão intocáveis? Seguirão mandando e desmandando, ou haverá alguém para fiscalizá-los? A prefeitura é tratada como propriedade privada? Essa ‘posse’ é transmitida de pai para filho e, eventualmente, planejada para ser passada aos netos?

Enquanto isso, a população é relegada a último plano, assistindo passivamente o vergonhoso espetáculo dessa ‘política’ desenrolar-se diante de seus olhos.

Chance

Em Taió, o conchavo entre MDB e PSD parece ser uma armadilha para prender o poder nas mãos dos mesmos de sempre, com risco de favorecer cabides de emprego, benefícios particulares, vantagens empresariais e sabe-se lá mais o quê.

Além disso, é um completo disparate. Mantidas as devidas proporções, seria quase como se houvesse um acerto político entre Lula e Bolsonaro, algo totalmente inconcebível.

Diante da aberração, os eleitores devem se questionar: queremos permanecer como reféns por mais quatro anos, ou estamos prontos para tomar as rédeas do nosso próprio destino?

Também é fundamental refletir: não está na hora de quebrar os grilhões do passado e seguir em direção a um futuro onde a política seja um meio de promover mudanças positivas, em vez de ser um jogo de interesses mesquinhos e nebulosos?

É chegado o momento de despertar o senso cívico. O dia 6 de outubro não é apenas uma data no calendário eleitoral; é uma oportunidade de reafirmar os valores democráticos e de rejeitar com firmeza a política da ‘velha guarda’.

Que em Taió, e em todas as cidades que enfrentam desafios semelhantes, o voto do cidadão ressoe – como um grito de libertação. 

*Foto de Capa: Divulgação

Vereador de Taió é processado por propaganda eleitoral antecipada

O Vereador, potencial candidato nas próximas eleições, colocou outdoors no centro da cidade apresentando propostas de apelo popular.

O Ministério Público Eleitoral ajuizou representação por propaganda eleitoral antecipada contra o Vereador Joel Sandro Macoppi, do Município de Taió. A ação argumenta que o Vereador, com intuito eleitoral, veiculou propaganda em outdoors no centro da cidade fora do prazo permitido em lei.

Segue link oficial:

https://mpsc.mp.br/noticias/vereador-de-taio-e-processado-por-propaganda-eleitoral-antecipada

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