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Em Lages, 24 pretendentes dão os primeiros passos no caminho da adoção  

Curso de preparação é etapa obrigatória para quem pretende adotar  

Por Redação

15 de maio de 2025

às 16:00

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A comarca de Lages deu início nesta semana a uma nova edição do Curso de Preparação para Pretendentes à Adoção, etapa obrigatória no processo de habilitação para adoção. A formação acontece presencialmente, com carga de 15 horas distribuídas em quatro encontros.

A turma atual conta 24 pretendentes, que participam de atividades conduzidas pela assistente social Lilian Hack Hellt e pela psicóloga Mariana Brandalise. Durante os encontros são abordados aspectos jurídicos, sociais e psicológicos que envolvem o processo adotivo. “Este é um momento crucial para quem quer adotar. É agora que se fala das motivações, desafios, angústias e dúvidas sobre o processo que virá”, destacou Lilian.

Mariana complementa ao dizer que o curso aborda temas fundamentais para a adoção responsável, como desenvolvimento infantil, vínculos afetivos, mitos e preconceitos, além de estratégias de comunicação e escuta ativa. “É fundamental que os pretendentes compreendam a complexidade e a beleza do ato de adotar, que vai muito além do desejo de ter um filho”, afirmou.

Ao final da formação, os participantes receberão certificado de conclusão, documento indispensável para dar continuidade à habilitação. A participação integral é obrigatória e representa o primeiro passo formal no caminho da adoção.

Como funciona o processo de adoção no Brasil

A adoção é um ato legal e afetivo que permite a formação de vínculos familiares com crianças e adolescentes que estão sob proteção do Estado. O processo começa com a entrega de documentos na vara da infância e juventude da cidade onde o pretendente reside. Em seguida, há uma avaliação psicossocial e a participação obrigatória em um curso preparatório que aborda os aspectos legais, emocionais e sociais da adoção.

Após essas etapas, o juiz pode conceder a habilitação, e o pretendente passa a integrar o Sistema Nacional de Adoção. A partir daí, aguarda-se a compatibilidade com uma criança ou adolescente. Quando isso ocorre, inicia-se o estágio de convivência, supervisionado pela Justiça. Se tudo correr bem, o juiz prolata a sentença de adoção e oficializa um novo vínculo familiar. 

Fonte: NCI/Assessoria de Imprensa

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