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Governo, líderes e entidades propõem concentrar recursos estaduais nos lotes 1 e 2 da BR-470

O Governo do Estado está autorizado a injetar R$ 200 milhões neste ano na rodovia.

Por Redação

1 de julho de 2021

às 09:40

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 O governador Carlos Moisés, entidades empresariais, parlamentares catarinenses e autoridades do Vale do Itajaí propuseram que os recursos estaduais a serem investidos na obra de duplicação da BR-470 sejam concentrados nos lotes 1 e 2, entre Navegantes e Gaspar, para acelerar a entrega dos trabalhos. O trecho compreendido pelos dois lotes já está com frentes de trabalho abertas e não necessita de desapropriações. O Governo do Estado está autorizado a injetar R$ 200 milhões neste ano na rodovia, valor necessário para finalizar a obra até Gaspar.

 Segundo o chefe do Executivo estadual, a concentração de recursos fará com que a obra seja acelerada, de modo a garantir um benefício para os moradores do Vale do Itajaí. A atual proposta do Governo Federal é de alocar R$ 50 milhões em cada um dos quatro trechos, que vão até Indaial.

 “O Governo do Estado entende que alocar os recursos nos lotes 1 e 2 é a melhor solução para o Vale do Itajaí e para Santa Catarina no momento. Ao concentrarmos os valores, conseguiremos resolver parte do problema mais rapidamente. O dinheiro já está disponível. Precisamos apenas formalizar o convênio”, ressalta o governador.

 De acordo com o secretário de Estado da Infraestrutura, Thiago Augusto Vieira, a reunião teve o intuito de ouvir as entidades de classe e os parlamentares, de modo a chegar num denominador comum. Ele conta que o Governo do Estado já havia manifestado o seu interesse ao Ministério da Infraestrutura e diz que espera a compreensão das autoridades de Brasília.

 “Foi consenso nas manifestações que o caminho a ser seguido é a centralização dos recursos para que possamos finalizar os lotes 1 e 2. À medida que isso aconteça, os lotes 3 e 4 passam a ser tocados com as verbas do Governo Federal, que teriam de ser pulverizadas em toda a obra. Dessa maneira, a União também consegue concentrar nos lotes 3 e 4 e nós conseguimos ter um bom avanço na obra. Se conseguirmos resolver rapidamente esse entrave administrativo, tenho convicção de que estaremos finalizando essa obra (lotes 1 e 2) no primeiro semestre do ano que vem”, diz Vieira.

 Para o deputado federal Hélio Costa, a proposta de Carlos Moisés vai ao encontro dos interesses do Vale do Itajaí: “A minha posição é a mesma do governador. Se o Governo Federal não bota os recursos, o Governo do Estado fará o investimento. Isso fará com que cresça o PIB da região. A reunião de hoje foi muito proveitosa e republicana. Acredito que o governador está correto em suas explanações”.

 A reunião também teve a presença da coordenadora do Fórum Parlamentar Catarinense, deputada federal Angela Amin, e dos senadores Esperidião Amin e Dario Berger, além do deputado estadual Vicente Caropreso.

 Quem também esteve presente no encontro em Florianópolis foi o prefeito de Gaspar, Kleber Wan-Daal. Segundo ele, a atitude do Governo do Estado de aportar recursos estaduais em uma obra federal é louvável. Wan-Daal crê que seja necessária uma sinergia entre os diversos setores da sociedade para a duplicação da BR-470, enfim, ganhe ritmo.

 “Essa é uma obra extremamente necessária, que está atrasada há muitos anos. A participação do Governo do Estado é muito importante. Concordamos que esses R$ 200 milhões fiquem para os lotes 1 e 2. Toda a região será beneficiada com isso. Fizemos uma série de contatos com lideranças políticas e empresariais do Vale do Itajaí e todos concordam com isso. A nossa parte aqui é no sentido de colaborar”, diz o prefeito.

 Os empresários da região também foram unânimes em apoiar a proposta do Governo do Estado. Segundo o vice-presidente regional da Federação das Associações Empresariais (Facisc), Rinaldo Luiz de Araújo, os lotes 1 e 2 da BR-470 e o Contorno Viário da Grande Florianópolis são os grandes gargalos logísticos de Santa Catarina hoje.

“Nós estamos com as obras há muito tempo na BR-470 e quase nada foi concluído até o momento. É pouco razoável espalharmos recursos em todos os lotes e não ter nada acabado. A nossa região cresce em função do porto e da logística. A movimentação de veículos é dramática. A classe empresarial está cansada. Temos a possibilidade de entregar uma parte dela, onde está o principal gargalo. Para o ano que vem, como o próprio governador falou, nós teríamos mais recursos para colocar nos demais lotes”, diz Araújo.

 Fonte: Secom/SC

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