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Governo tenta frear investigação de óbitos por vacinas contra Covid-19 em SC?

O 2º Boletim Epidemiológico, com dados entre janeiro e novembro de 2021, mantém as duas mortes já divulgadas no primeiro informe (janeiro a setembro/2021) em Santa Catarina. Mas o novo documento revela que os óbitos sob investigação saltaram de 13 para 52. Por isso, surge a desconfiança: a demora na conclusão desses casos implica apenas em um trabalho complexo de apuração, como sustenta a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive/SC)? Poderia tratar-se de controle de danos para não assustar ainda mais a população após a grande repercussão das mortes por vacinas - de um homem e de uma mulher - confirmadas anteriormente pelo governo catarinense? Falhas no monitoramento e subnotificação também preocupam.

Por Redação

13 de janeiro de 2022

às 22:00

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O governo catarinense já acumula 52 mortes suspeitas que foram oficialmente identificadas e registradas após a vacinação contra a Covid-19 no estado. A situação preocupante está relatada no recém-lançado “2º Boletim Epidemiológico” da DIVE, mas ainda não foi devidamente explicada, apesar de o serviço de inoculação já estar completando quase 12 meses em Santa Catarina.

Antes, entre janeiro e setembro de 2021, eram 13 óbitos suspeitos relacionados à atual vacinação em massa, conforme dados do “1º Boletim”.

Agora, segundo o levantamento mais recente, do início do ano passado até novembro último, o número destas ocorrências quadruplicou.

Demora: Controle de danos?

Com 11,3 milhões de doses aplicadas até novembro do ano passado, a campanha de vacinação contra a Covid-19, agora em janeiro de 2022, já vai completar seu primeiro aniversário.

Apesar disso, a conclusão das investigações e a divulgação oficial de dados de segurança tão relevantes sobre possíveis mortes – que podem ter relação direta com as vacinas -, se arrasta.

A lentidão alimenta dúvidas e desconfianças.

A conclusão é demorada por causa da complexidade da análise dos casos?

A devida apuração poderia estar sendo conduzida a passos lentos de propósito?

A aparente lentidão poderia, por exemplo, ser uma estratégia para não assustar ainda mais a população após a grande repercussão das mortes por vacinas – de um homem e de uma mulher -, confirmadas em outubro de 2021?

O governo catarinense estaria adiando a confirmação de novas mortes por vacinas para não afugentar a população dos locais de aplicação das doses e atingir o desempenho dos trabalhos de inoculação no estado?

Vacinas: Eventos adversos graves e mortes “em investigação”

O “2º Boletim Epidemiológico”, recentemente divulgado pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE/SC), informa: ”Dos 723 Eventos Adversos Graves (EAG) notificados foram identificados 311 óbitos que ocorreram no período de até 30 dias após o recebimento da vacina”.

Dos 311 óbitos suspeitos de EAPV, 259 (83,3%) tiveram a investigação concluída, de forma a permitir a avaliação e o encerramento do caso frente aos desfechos, mas “52 (16,7%) estão em investigação”.

Chama a atenção, a metodologia utilizada para descartar centenas de mortes, como você poderá ler na reportagem em destaque ao final deste texto.

Subnotificação, falhas e duas mortes confirmadas que tiveram forte impacto

Em novembro do ano passado, somente após quase 10 meses desde o início da campanha de inoculação, o governo divulgou o “1º Boletim de Monitoramento” sobre complicações pós-vacinação em Santa Catarina.

O documento ignorou a subnotificação dos casos, admitiu falhas de monitoramento, não mencionou acompanhamento dos inoculados em médio o longo prazos, não informou se há vítimas de vacinas lesionadas ou em tratamento médico e descartou mais de duas dezenas de óbitos através de metodologia questionável baseada em apenas seis referências consultadas para a pesquisa.

Ao final, o boletim acabou admitindo duas mortes: um homem de 28 anos, que morava em Blumenau (a própria mãe dele, Arlene Graf, diz ter comprovado a morte por vacina em exame encaminhado para a Espanha) e uma mulher de 27 anos, que era de Timbó.

Ambos os casos fatais, atribuídos à vacina da AstraZeneca, provocaram forte reação nas redes sociais.

A maior repercussão envolveu o drama do advogado Bruno Oscar Graf, vítima de um AVC hemorrágico (“Síndrome de Trombose com Trombocitopenia – STT/TTS”), conforme confirmou a própria Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE/SC).

A questão das indenizações às famílias das vítimas não foi abordada em nenhum dos dois relatórios governamentais divulgados até aqui.

Lentidão: O que diz o governo

A demora para concluir a investigação das mortes suspeitas, que podem estar relacionadas às inoculações contra a Covid-19, é explicada no “2º Boletim Epidemiológico” de monitoramento dos Eventos Adversos Pós-Vacinação (EAPV) da seguinte forma:

“Considerando que a notificação de quaisquer EAPV deva ocorrer num prazo de até 30 dias após o recebimento da vacina, é necessário avaliar com cautela essa informação, pois os óbitos podem estar associados a outras causas e não necessariamente à vacina. Portanto, essas notificações demandam investigação para a conclusão dos casos. Em muitas situações, os casos são notificados de forma incompleta, sendo necessária a solicitação de informações adicionais pelas unidades de saúde e equipes municipais para conclusão da investigação.”

Ainda de acordo com o boletim, dentre os 10.899 casos de EAPVs notificados, foram relatadas 21.622 reações (sinais e sintomas), a maioria considerada Eventos Adversos Não Graves (EANG).

Cabe ressaltar que o documento não apresenta nenhuma preocupação com possíveis complicações em médio e longo prazos que as vacinas incipientes poderão causar à saúde dos inoculados.

VEJA o 2º Boletim Epidemiológico oficial AQUI.

LEIA MAIS: Atrasado e obscuro, 1° boletim sobre reações adversas às vacinas Covid alimenta suspeitas em SC.

Fonte: Redação

Foto destaque: Breno Esaki/Agência Saúde DF

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