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Homem que matou outro em plena praça em Herval do Oeste é condenado pelo Tribunal do Júri

Jurados concordaram com o Ministério Público e concluíram que o réu é culpado pelo crime de homicídio duplamente qualificado, pois foi cometido por motivo fútil e com recurso que dificultou a defesa da vítima.

Por Redação

8 de julho de 2021

às 12:40

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 O Tribunal do Júri da Comarca de Herval d’Oeste condenou a 22 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, Juliano Anjos Fernandes pelo homicídio de Evandro Remus, morto com um golpe de faca na Praça da Rede Ferroviária, no Centro da cidade, em 29 de outubro de 2019.

 O Conselho de Sentença seguiu o entendimento do Ministério Público, que denunciou Fernandes por homicídio duplamente qualificado – cometido por motivo fútil e com recurso que dificultou a defesa da vítima.

 Segundo a denúncia, o crime foi motivado por fofocas de que a vítima teria assediado a esposa do réu em um churrasco, horas antes. O réu aproveitou-se do fato de que era amigo de Evandro e, sabendo que ele estava na praça e alcoolizado, aproximou-se, iniciou uma conversa com ele e golpeou-o com a faca. O homicídio ocorreu perto das 18 horas, quando, no local, havia pelo menos 15 pessoas, incluindo crianças.

As circunstâncias do crime, violento e cometido em plena praça, foram destacadas pelo Promotor de Justiça Stéfano Garcia da Silveira em seu discurso inicial aos jurados.

 “O caso aqui é especial: um assassinato cometido na praça Daniel Olímpio, a praça pública de Herval, um local que foi projeto para ser utilizado pela sociedade como um espaço agregador, de convivência, e que hoje não pode ser utilizado com segurança pelas pessoas. Um assassinato cometido à luz do dia, sem qualquer pudor, com pessoas passeando ao lado, com crianças brincando na praça. Os senhores hoje têm a oportunidade de mostrar que não aceitam isso, que a população não aguenta mais ficar acuada frente a essas agressões e que demandam espaços de convivência para pessoas boas”, explanou o Promotor de Justiça.

 O Promotor atuou no júri em substituição à Promotora de Justiça Caroline Regina Maresch, que não pode atuar na sessão de julgamento por esta ser presencial e a Promotora pertencer a grupo de risco. Foi a primeira sessão presencial de julgamento de um réu preso do Tribunal do Júri, na comarca, desde o início da pandemia.

 Fonte: MPSC

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