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“PREFEITO MILI”: José Thomé acumulará fortuna de R$ 2,5 milhões com salário até final do 2º mandato

Gestor municipal de Rio do Sul (SC) já tinha entrado para o rol dos “mili” (milionários) com rendimentos ganhos durante primeiro mandato. Uma das folhas de pagamento, na virada do ano passado, ultrapassou valor bruto de R$ 53 mil, ou seja, Thomé chegou a receber valor equivalente a 49 salários mínimos em um único mês, mais que o vencimento de Bolsonaro como presidente da República. Com a reeleição, prefeito poderá duplicar sua riqueza à frente do cargo até o fim de 2024 através do supersalário – que é legal.

Por Redação

15 de dezembro de 2021

às 11:00

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 Dono de um dos mais altos salários pagos pelos contribuintes a prefeitos no Brasil, o chefe do Poder Executivo de Rio do Sul (SC), José Eduardo Rothbarth Thomé (PSD), deverá acumular uma fortuna aproximada de R$ 2,5 milhões ao longo de oito anos à frente do cargo. A projeção é a soma de todos os vencimentos que a prefeitura pagará ao político até dezembro de 2024. A data marca, oficialmente, o final do seu segundo mandato.

 O salário bruto do gestor atingiu a cifra astronômica de R$ 53.710,26, com o pagamento da segunda parcela do 13º, em dezembro de 2020.

 Para se ter uma ideia, esse valor superou até mesmo o salário bruto usual de R$ 45 mil de Jair Bolsonaro (R$ 33 mil como presidente da República e R$ 15 mil de aposentadoria do Exército), conforme relatado em reportagem divulgada em junho passado pelo portal de notícias Metrópoles.

 O fenômeno deverá se repetir quando for publicada a última folha de pagamento de 2021 no Portal da Transparência. Este contracheque de final de ano deverá trazer o supersalário de José Thomé, outra vez, ainda mais gordo.

 Quatro anos em apenas 30 dias

 Comparado com o salário mínimo brasileiro – atualmente em R$ 1.100 -, o montante de R$ 53 mil equivale a um valor próximo a 49 mínimos.

 Ou seja: um trabalhador assalariado precisa trabalhar cerca de quatro anos para juntar todo o dinheiro que apareceu no contracheque de Thomé em um único mês.

 Em julho passado, quando recebeu a primeira parcela do décimo, Thomé teve vencimento bruto de R$ 42.151,80. Já o salário líquido garantiu embolso de 36.328,32 ao prefeito naquele mês.

 Cabe ressaltar que é tudo legal, devidamente aprovado pela Câmara de Vereadores.

 Prefeito milionário: Oito anos de vacas gordíssimas

 José Thomé tem subsídio de R$ 26.855,13, de acordo com Portal da Transparência.

 Os dados revelam que o valor está garantido desde janeiro de 2017.

 Naquele ano, o gestor assumiu o cargo de prefeito de Rio do Sul pela primeira vez. 

 Com diárias e outras indenizações, em alguns meses normais deste último ano (mesmo sem a incidência do 13º), o vencimento bruto do prefeito chegou a quase R$ 30 mil como, por exemplo, em setembro; além do mês de maio, quando o líquido acabou rendendo R$ 23.313,82.

 De empresário com dificuldades financeiras antes de assumir o cargo, segundo opositores, Thomé já tinha ficado milionário com seu alto salário nos quatro anos anteriores da sua primeira gestão do município.

 Até concluir o segundo mandato, um total de oito anos no poder, ele terá a oportunidade de duplicar seus rendimentos como prefeito.

 Thomé: Mais bem pago que prefeitos de capitais

 A prefeitura de Rio do Sul, no interior de Santa Catarina, a 200 km de Florianópolis, desponta no cenário nacional como uma instituição extremamente ‘generosa’.

 Com sua população estimada em quase 73 mil habitantes (IBGE/2021), a cidade paga ao seu prefeito um salário maior que o de muitas capitais brasileiras.

 Nelas, de acordo com um levantamento revelado no início de 2021 pelo portal G1, os salários dos prefeitos variam de R$ 17,6 mil a R$ 31 mil.

 A propósito: nem mesmo a crise econômica decorrente da declaração mundial de pandemia de Covid-19 foi capaz de fazer o prefeito José Thomé renunciar à parte da sua renda mensal e reduzir seu vencimento.

 O que diz José Thomé sobre o supersalário

 Na segunda-feira (13), o portal Alto Vale Agora perguntou à assessoria de imprensa do prefeito José Thomé: “Como o sr. recebe as críticas ao valor do seu salário, que está entre os mais altos do Brasil, incluindo os vencimentos pagos a prefeitos de capitais?”

 A nossa reportagem aguardou uma reposta até esta quarta-feira (15), porém, nenhum jornalista da prefeitura respondeu.

 Você aprova?

 Na sua opinião, o salário do prefeito de Rio do Sul, José Thomé, é justo?

 Apesar de ser um valor legal, você considera que também é moral?

 Participe! Comente!

 Fonte: Redação

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