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Linotipo doado pelo Governo fará parte do Memorial da Comunicação Catarinense

A máquina de linotipo pertenceu à Imprensa Oficial do Estado de Santa Catarina (IOESC).

Por Redação

23 de agosto de 2021

às 11:20

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 Pelas mãos do servidor público aposentado Nivaldo Espírito Santo, passaram leis, decretos, portarias e documentos oficiais que ajudaram a moldar a história de Santa Catarina. Ao longo de 35 anos, ele exerceu uma função que a tecnologia extinguiu, mas permanece viva na memória: a de linotipista. Agora, esta memória será preservada.

 A última máquina de linotipo que pertenceu à Imprensa Oficial do Estado de Santa Catarina (IOESC) foi entregue recentemente pelo Governo do Estado à Associação Catarinense de Imprensa (ACI) e irá compor o futuro Memorial da Comunicação Catarinense. A doação foi oficializada em 2006, mas a entrega ainda não havia sido feita, devido à inexistência, até então, de um espaço físico adequado para o equipamento e a dificuldade para o transporte.

 Convidado pela equipe da Secretaria Executiva de Comunicação do Governo do Estado e pela ACI a se reencontrar com a máquina, Nivaldo demonstrou conhecer a fundo, ainda hoje, o funcionamento e as características da ferramenta de trabalho que o acompanhou por mais de três décadas.

 “Trabalhei 35 anos nesta mesma máquina. Entrei como estagiário, fiz um curso, passei e fui nomeado. Tinha umas 30 dessas, todas iguais. Começava a trabalhar das 7 horas às 11 horas. Depois, outra turma vinha, eu ficava, e começava de novo das 13 horas às 19 horas. O mais difícil era ficar na quentura da luz e do chumbo”, lembrou Nivaldo.

 A máquina foi fabricada em Nova Iorque pela Mergenthaler Linotype Company, modelo 31. A data de aquisição não está clara – o sistema de gestão patrimonial do Estado, implantado em 1993, não preservou os detalhes das compras mais antigas -, mas equipamentos do mesmo modelo em museus pelo mundo têm a fabricação datada entre 1946 e 1948.

 “Quando eu estava perto de me aposentar (em 2004), já estavam querendo mudar para rotativa”, lembra Nivaldo, que diz não manter mais contato com os colegas de trabalho da época. “A maioria já faleceu.”

 Não é só na memória que o servidor aposentado guarda lembranças do ofício. O polegar direito também traz a marca de um dia em que o trabalho não saiu como planejado. “Este dedo é meio torto, meio ‘coisa’. Teve um dia que a máquina enguiçou, eu fui tirar, trancou o dedo e quase ficou decepado”, contou, aos risos.

 Fonte: Secom/SC

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