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Médicos defendem ‘tratamento precoce’ e cloroquina na CPI da Pandemia

Francisco Cardoso e Ricardo Zimerman, que defendem o "tratamento precoce" para covid-19, foram ouvidos pela CPI, na última sexta (18).

Por Redação

21 de junho de 2021

às 09:51

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 Em reunião marcada pela participação principalmente de senadores governistas, a CPI da Pandemia ouviu na sexta-feira (18) os médicos Francisco Cardoso e Ricardo Zimerman, que defendem o “tratamento precoce” para covid-19 com o uso de cloroquina e outros medicamentos. O relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), optou por não fazer perguntas e deixou a sala após as explanações iniciais dos depoentes.

 Os senadores Marcos Rogério (DEM-RO), Eduardo Girão (Podemos-CE), Luis Carlos Heinze (PP-RS) e Jorginho Mello (PL-SC) fizeram perguntas sobre o chamado “tratamento precoce”. Nas respostas, Francisco Cardoso disse que sua posição favorável baseia-se em pesquisas, assim como em sua experiência pessoal.

 — Fui honrosamente convidado pelo Ministério da Saúde a compor a equipe de profissionais responsáveis pela construção da Nota Orientativa 17, sobre orientações para o tratamento inicial da covid-19, com doses adequadas de hidroxicloroquina e cloroquina. Apesar de não podermos atribuir causalidade direta, os dados mostram que, desde a publicação da Nota Orientativa, o número de óbitos por caso novo sofreu progressiva e contínua queda no Brasil até o fim de 2020, quando começou a segunda onda, causada pela variante P1 — afirmou. 

 Ele complementou que, em sua vivência na tratamento de pacientes com covid-19, já atendeu mais de mil casos muito graves, com poucos óbitos.

 — A equipe com a qual trabalhamos em São Paulo já atendeu mais de 4 mil casos com pouquíssimos desfechos fatais. Nós temos resultados — disse Cardoso.

 Para o médico, a cloroquina foi demonizada após estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) com a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) ainda nos primeiros meses da pandemia, quando 22 pacientes morreram. Cardoso disse considerar que esse estudo é “a maior vergonha científica dos últimos anos”.

 — Foi o maior desastre científico do Brasil em décadas. Calculou errado a dose do grupo de alta dosagem, expondo os pacientes a níveis séricos potencialmente fatais. Foi dado o equivalente a 12 gramas de cloroquina em dez dias. A bula do remédio é clara: não se deve dar mais que 1,5 grama de cloroquina em três dias, sob risco de graves eventos tóxicos. O estudo deu 3,6 gramas de cloroquina em três dias a doentes graves, dose 2,4 vezes maior que a permitida em bula. Nos primeiros três dias, morreram sete pacientes. O braço do estudo de alta dosagem teve cerca de 40% de mortes, e foi interrompido quando se viu o que estava ocorrendo — disse.

 Cardoso também garantiu que a cloroquina tem base científica:

 — Vieram da China os primeiros trabalhos com medicamentos reposicionados de outras doenças para tentar tratar os doentes que começavam a lotar hospitais e suas UTIs. De todos os remédios testados, o que apresentou inicialmente o melhor desempenho foi a cloroquina e sua prima farmacológica, a hidroxicloroquina. Incluindo um pequeno ensaio clínico randomizado que mostrava grande potencial da droga no combate ao novo coronavírus.

 Já Ricardo Zimerman destacou que o “tratamento precoce” não se resume à cloroquina, e que ele apresentaria bons resultados na prática.

 — Budesonida inalatória: é um ‘sprayzinho’ que quem tem asma usou a vida inteira. Reduz em 91% o risco de seu irmão internar, do seu pai internar. É usado no sistema público inglês, mas aqui não foi recomendado. Colchicina: são 20% de redução de combinação, internação e morte. Nitazoxanida, [a respeito de] que tiram sarro, que é um vermífugo, só que não conhecem biologia. Ela induz a expressão de interferon, um potente antiviral, tem ação antiviral em bula já. Saiu agora estudo americano em preprint: 85% de redução de risco de internação. Ou seja, 85% de redução de risco de internação [com a nitazoxanida]; 91% de redução de risco de internação com budesonida inalatória; 20% com a colchicina. A proxalutamida, que foi alvo de gargalhadas: num estudo ambulatorial, reduziu 91% o risco de internação. Está aceito para a publicação sair esta semana — explanou.

 O médico acrescentou que Arábia Saudita e Irã incorporaram a hidroxicloroquina no tratamento contra a covid-19, devido aos bons resultados que alcançaram nesses países. Também citou estudos a favor da ivermectina, e que o sistema público britânico de saúde (NHS) teria incorporado o corticoide.

 Fonte: Agência Senado

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