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MISTÉRIO: Após reportagem, prefeitura surpreende ao mexer em números de publicação oficial e valor de contrato polêmico fica R$ 1,14 milhão mais barato

Estranhamente, o custo original, de R$ 1,36 milhão, agora aparece reduzido para R$ 228 mil, ou seja, um valor cinco vezes menor.

Por Redação

9 de agosto de 2021

às 18:02

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Um fato intrigante, descoberto pelo Alto Vale Agora logo após a divulgação de uma reportagem no portal de notícias, dirige o foco de todas as atenções para a prefeitura de Taió (SC), no Alto Vale do Itajaí. Por lá, a alteração no valor de um contrato público fez desaparecer nada mais nada menos do que R$ 1,14 milhão.

 Publicação no Portal da Transparência sofreu alteração

O enigma veio à tona logo após a primeira matéria sobre o assunto, publicada no último dia 4 de agosto, que revelou um caso polêmico: a prefeitura taioense acabava de enterrar a iniciativa da municipalização do lixo da gestão passada – que previa custo zero e até lucros com o modelo – para recontratar o serviço da empresa DML Coleta e Transportes de Resíduos Ltda, de Otacílio Costa(SC), ao custo de R$ 1,36 milhão.

Porém, dois dias depois da repercussão da notícia, a surpresa. Em nova consulta aos dados no Portal da Transparência, o mesmo documento público (contrato superior 34/2021; licitação 53/2021) havia sido alterado. E o mesmo campo do formulário (“valor inicial do contrato”), agora, já trazia o custo reduzido para R$ 228 mil, ou seja, apenas 16,7% do montante original ou, se preferir, cinco vezes menor.

Nossa equipe registrou em fotos o “antes” e o “depois” da dança dos números do contrato.

 Novo custo surpreendente, mas detalhes iguais

O período de vigência do negócio firmado permanece o mesmo: 12 meses (01/08/2021 a 01/08/2022).

O anexo, que traz os detalhes do contrato de prestação de serviço, mantém o custo de “R$ 380,00 por tonelada”.

O espaço final do documento também apresenta os mesmos nomes para as assinaturas: “Horst Alexandre Purnhagem – prefeito”, “DML Coleta e Transportes de Resíduos Ltda”, “Carlos Cava e Elves Johny Schreiber – testemunhas” e “Emerson de Figueredo – OAB-SC 47.288”.

 Vereadores, quem mexeu e por quê mexeu?

Antes de o preço ser alterado no Portal da Transparência, o contrato apresentava valor de R$ 1,36 milhão. Dividindo esse total por 12 meses – que é o período de vigência do documento – chega-se a um custo mensal de R$ 114 mil. Portanto, o valor do contrato mexido – para R$ 228 mil – representaria o custo correspondente a apenas dois meses de prestação do serviço.

Ainda assim, a alteração de valores de um contrato público – que fez sumir R$ 1,14 milhão – levanta suspeitas.

Como a prefeitura não tem um profissional de imprensa específico para responder dúvidas, fica a dica para algum vereador atento fazer a pergunta, na noite desta segunda-feira (9), na sessão da Câmara de Vereadores de Taió.

O espaço no portal Alto Vale Agora, claro, estará garantido para os devidos esclarecimentos à população.

 Fonte: Da Redação

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