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Morte de jovem após vacina reacende polêmica sobre falta de transparência da campanha contra Covid-19 em SC

Quase oito meses após o início dos trabalhos, estado enfrenta ‘apagão de informação’. DIVE alega que ainda não há números sobre reações adversas provocadas pelos imunizantes disponíveis ao público.

Por Redação

14 de setembro de 2021

às 17:40

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 O caso do jovem advogado de Blumenau (SC), Bruno Oscar Graf, de 28 anos, que morreu de Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico após ter tomado a vacina da AstraZeneca, reacende a discussão sobre a falta de transparência da campanha contra a Covid-19, em Santa Catarina. Apesar da vacinação ter iniciado em janeiro de 2021 e do “Vacinômetro SC” já registrar 7,4 milhões de doses aplicadas, o governo ainda não disponibilizou dados sobre o número de pessoas que sofreu reações adversas leves, moderadas e graves após a inoculação das substâncias experimentais.

 A falha é grave, contraria políticas de saúde responsáveis e foi confirmada pelo núcleo de comunicação da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE-SC), vinculada à Superintendência de Vigilância em Saúde, da Secretaria de Estado da Saúde do governo catarinense.

 ‘Apagão de informação’: perigoso e comprometedor

 Passados já quase oito meses, a falta da apresentação das estatísticas relacionadas aos efeitos colaterais causados pelas vacinas Covid-19 prejudica não somente a transparência da campanha de imunização.

 Também pode dificultar a adesão da parcela da população mais descrente da eficácia e, sobretudo, da segurança dos imunizantes que receberam apenas a autorização para uso emergencial por parte da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

 Ou seja, a demora para revelar dados de tamanha relevância provoca impacto negativo no desempenho da própria campanha de vacinação no estado.

 Algo a esconder?

 Para deixar os leitores bem informados, a nossa equipe de reportagem tenta obter acesso aos dados estaduais sobre as reações adversas às vacinas contra a Covid-19 em Santa Catarina. A missão já dura quase dois meses, desde a segunda quinzena de julho.

 O primeiro contato ocorreu por telefone. Na ocasião, jornalistas do núcleo de comunicação da DIVE exigiram que a solicitação fosse formalizada através de e-mail, o que foi feito logo em seguida.

 Dias depois, em novo telefonema, o mesmo setor informou que a demanda estava sendo encaminhada para a “análise da área técnica”.

 Em mais uma tentativa, após semanas de silêncio, fomos informados que os dados estavam sendo “filtrados” pelos técnicos.

 Em outro contato, por texto de aplicativo de mensagens, não houve sequer resposta.

 Já na cobrança por meio da ligação telefônica mais recente surgiram diversas tentativas de justificação: “essa é uma doença nova”, “todos os registros precisam ser feitos de forma manual”, “não há servidores suficientes…”

 Ao final das explicações, a assessoria assegurou que avisaria quando as informações fossem liberadas, pois “vários veículos de comunicação estão fazendo a mesma cobrança…”

 Passadas mais duas semanas, até o momento, nada.

 A estranha divulgação seletiva

 Enquanto o registro dos efeitos colaterais não aparece em nenhum lugar, o “Vacinômetro SC” atualiza os dados diariamente, com absoluta precisão e sem deixar de fora uma única pessoa imunizada.

 No dia 13 de setembro, por exemplo, já eram 7.465.212 doses aplicadas em Santa Catarina (1ª DOSE: 4.932.727 | 68,01%. 2ª DOSE: 2.532.485 | 34,92%.) 

 A divulgação seletiva das informações da campanha gera suspeitas. Diante da ansiedade de cumprir agendas e calendários, superar a pandemia ou voltar à pretensa normalidade, as reações adversas foram excluídas da lista de preocupações do governo catarinense com sua população?

 Se isso for verdade, também estaria existindo um descaso absolutamente condenável e inadmissível por parte de órgãos de saúde pública.

 Portanto, diante da falha, resta a saída: informar – urgentemente – todos os dados com clareza (sem “filtros”) e em tempo real, o que é um direito da população. 

 Afinal, trata-se de vacinas que receberam apenas autorização para uso emergencial. Cabe reforçar também que os mesmos imunizantes ainda fazem parte de um experimento em escala mundial.

 Isso, por si só, obriga o acompanhamento meticuloso dos fatos pelas autoridades de saúde – bem com a divulgação transparente de todos os dados.

 Caso Bruno: AstraZeneca, morte… e silêncio da mídia

 O jovem Bruno Oscar Graf, de 28 anos, “que gozava de saúde plena”, morreu de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico, 12 dias após ter tomado a primeira dose da vacina da AstraZeneca.

 Segundo a mãe do rapaz, Arlene Ferrari Graf, a causa da morte foi confirmada por exame (ANTI-HEPARINA PF4, AUTO-IMUNE), ao custo de  R$ 3.875,00 reais, encaminhado para a Espanha.

 Arlene revelou que um médico disse que Bruno foi o terceiro caso registrado no mês de agosto no Hospital Santa Catarina, em Blumenau, conforme entrevista dela à jornalista Karina Michelin. 

 No entanto, os casos estão sendo completamente ignorados pela grande mídia, aparentemente, preocupada apenas em propagandear o avanço da imunização a qualquer custo.

 Enlutada, mãe apela ao ministro da Saúde

 Arlene Ferrari Graf publicou uma carta aberta ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, clamando por maior atenção.

 No documento, a mãe de Bruno questiona a obrigatoriedade de vacinas experimentais. Além disso, pede que as autoridades esclareçam melhor sobre a avaliação necessária para cada caso e que o Ministério acompanhe mais de perto as notificações de reações adversas das vacinas para Covid-19.

 Torturada pela culpa, em um dos trechos da carta, Arlene desabafa: “a sensação que ficou dentro de mim (…), foi de ter levado meu filho Bruno ao matadouro”.

 Sequelas e mortes no mundo

 Apontadas como saída para a crise do novo coronavírus e citadas como “seguras”, as vacinas experimentais – como o próprio nome sugere – também podem causar danos.

 O “Painel Vigimed”, da Anvisa, monitora os eventos adversos e mortes suspeitas após as inoculações. O boletim aponta que, até o dia 29 de agosto, foram notificados 13.579 efeitos adversos, além de 1.010 mortes associadas a todas as vacinas para Covid-19 no Brasil. Porém, a subnotificação implica em possível grande distorção desses dados.

 Os Estados Unidos registraram 675.593 notificações de eventos adversos – incluindo 88.171 lesões graves e 14.506 mortes -, entre 14 de dezembro de 2020 e 3 de setembro de 2021. Os dados são do “VAERS”, o Sistema de Notificação de Eventos Adversos de Vacinas, pertencente aos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Porém, estima-se que apenas entre 1% e 10% dos casos são notificados. Detalhe: o número de óbitos já supera o total de mortes (6.068) de todas as outras vacinas aplicadas no país nos 30 anos anteriores às autorizações de uso de emergência das injeções Covid-19.

 Já na União Europeia, até 28 de agosto de 2021, são 23.252 mortes e 2.189.537 lesões, após as atuais vacinas. Os números foram relatados ao banco de dados do sistema “EudraVigilance”, da Agência Europeia de Medicamentos (EMA).

 Sem dar garantias ou conceder indenizações, as grandes companhias farmacêuticas negam que seus produtos sejam a causa das lesões e mortes.

 Enquanto isso, os governos, em geral, dizem apenas que estão “investigando” as mortes suspeitas e cobram a participação de todos na campanha.

 Já a velha mídia, denotando cumplicidade, faz vistas grossas.

 Leia abaixo, na íntegra, a carta da mãe Arlene descrevendo o drama que terminou na morte de Bruno.

 Carta aberta ao Ministro da Saúde

 Blumenau, 11 de setembro de 2021   

 Excelentíssimo Senhor

Dr. Marcelo Queiroga

MD Ministro da Saúde       

 Sou Arlene Ferrari Graf, mãe de Bruno Oscar Graf, um jovem advogado de 28 anos, que gozava de saúde plena e que dez (10) dias após receber a primeira dose da vacina Astrazeneca no dia 14 de agosto de 2021, sofreu um AVC hemorrágico gravíssimo e tristemente irreversível.

 Bruno sentiu já nas primeiras horas um desconforto na região onde havia sido inoculada a vacina, que evoluiu para dores no corpo por dias seguidos, como a mídia e médicos diziam que eram sintomas normais da vacina, ele foi medicado com um remédio comum para dor que eu havia em casa. As dores começaram a aumentar e outro sintoma começou a surgir, a dor de cabeça. No nono dia (9) Bruno sentiu uma forte dor de cabeça e pediu para ser levado ao hospital, ele foi atendido no PA do Hospital de Santa Catarina em Blumenau (SC) por volta das 10:30hs.

 Após receber a medicação para aliviar a dor, foi feito um exame de sangue no qual detectou plaquetas baixas e PCR 113. A médica plantonista cogitou a possibilidade de COVID-19 ou Dengue. No mesmo dia saiu resultado negativo para COVID-19, sendo assim solicitei a internação do meu filho.

 No dia seguinte (24 de agosto de 2021) foi coletado mais amostras de sangue para novos exames, meu filho continuou internado seguindo um protocolo de tratamento de dengue.

 As 14hs do mesmo dia 24 de agosto visitei meu filho, que estava aparentemente bem, fiz uma foto sua para enviar a sua namorada que mora na Espanha e tranquilizá-la. As 16:00hs o horário de visitas se encerrou e eu tive que ir embora, me despedi do meu filho dando-lhe um beijo em sua testa ternamente dizendo-lhe: “Mãe te ama filho. Descansa que amanhã eu volto.” Não pude ficar com ele devido aos novos protocolos de acompanhantes nos hospitais pelo covid.

 Eis que 3 (três) horas após, por volta das 19:00hs Bruno reclamou de uma dor estranha no braço, dor de cabeça e não conseguia visualizar tampouco o que ele via na parede do quarto, começou a balbuciar, perdeu os movimentos de um lado do corpo, e aconteceu o PIOR que se poderia esperar: um AVC hemorrágico gravíssimo que impossibilitou qualquer medida.

 Era o FIM para o meu filho Bruno, amado, querido, educado, respeitoso, sem vício algum e que foi arrancado de minha vida subitamente, sem aviso prévio. Não lhe fora dado nem mesmo a chance de lutar pela vida, não teve a chance de nenhum tratamento como ocorre até mesmo com um câncer onde muitos lutam por anos, sem contar na chance de tratamento que ele teria tido se tivesse contraído o COVID. Não, meu filho não teve oportunidade para NADA.

 Bruno foi para a UTI e ficou mantido ligado aos aparelhos, até o dia 26 de agosto às 6:22hs quando findaram os exames protocolares para oficializar a morte cerebral.

 Eu perguntei aos médicos: “em que lugar do mundo posso levar meu filho para devolver-lhe a vida?”……. a resposta sabemos.

Mesmo neste momento mais difícil da minha vida, aceitei fazer o exame que me foi indicado (ANTI-HEPARINA PF4, AUTO-IMUNE) o qual me custou R$ 3.875,00 reais, este exame foi encaminhado para a Espanha, onde de lá eu receberia a resposta à pergunta mais difícil: “Meu filho poderia ter morrido pela vacina?”.

 O resultado se confirmou, a causa morte foi a vacina e isto só fez amplificar ainda mais a minha dor, porque eu levei o meu filho para ser vacinado no dia 14 de agosto de 2021, e a sensação que ficou dentro de mim depois deste resultado, foi de ter levado meu filho Bruno ao matadouro.

 Hoje me torturo e penso que, se o Bruno aos 28 anos, saudável, sem nenhuma comorbidade, tivesse contraído o vírus do COVID coisa que nunca aconteceu nestes 18 meses de Pandemia, ele teria tido a chance de tratamento e de LUTAR!

 Mas ele não teve esta escolha e nem mesmo esta chance. Ficou apenas a dor e a saudade de toda nossa família, do Bruno Oscar Graf.

 Depois de todo sofrimento e dor, eu venho a público pedir ao Excelentíssimo ministro da Saúde que avalie junto aos órgãos de saúde responsáveis, tais protocolos impostos a sociedade.

 1- Avaliem melhor a obrigatoriedade desta vacina para este vírus.

 2- Avaliem e levem em consideração o estado físico de cada indivíduo antes da vacinação.

 3- Dêem-nos o direito de ter a liberdade de escolher se queremos nos submeter a uma vacinação experimental, e sobretudo que os senhores nos comuniquem as consequências de tal.

 4- Que os senhores comecem a notificar as reações adversas que estão sendo relatos por inúmeras pessoas a cada dia, relatos esses que estão sendo subestimados e negligenciados. Que passem a constar nos autos médicos e seja divulgado de forma aberta e transparente à sociedade.   

 Com meu respeito e estima,

Arlene Ferrari Graf

Fonte: Da Redação

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