Sete pessoas foram condenadas pela Justiça por corrupção em Presidente Getúlio após investigação da Operação Mensageiro: um ex-servidor público que recebeu R$ 382 mil em propinas entre 2018 e 2022 foi condenado a quase 30 anos de prisão, enquanto os demais réus, ligados a uma empresa envolvida no esquema, receberam penas menores.
Insatisfeito, o Ministério Público de Santa Catarina recorreu ao Tribunal de Justiça pedindo penas mais altas, argumentando que o juiz não considerou agravantes importantes, como o uso de cargos e influência para cometer os crimes e a intenção de dominar contratos públicos por anos.
O MP também discorda do entendimento de que os pagamentos de propina foram tratados como um único crime, defendendo que cada repasse deve ser punido separadamente, o que elevaria bastante as condenações. O caso ainda aguarda julgamento pelo TJSC.
A Operação Mensageiro
A Operação Mensageiro, maior ação contra a corrupção já realizada em Santa Catarina, completou três anos em dezembro de 2025 desde sua deflagração pelo MPSC em 2022, chegando à sexta fase em agosto de 2025 com prisões e buscas contra empresários, servidores e agentes políticos.
A investigação apura esquema de propinas envolvendo prefeitos e organização criminosa que atuava nos setores de coleta de lixo, abastecimento de água e iluminação pública em diversas cidades catarinenses.
Com informações: Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC