- A informação que gera opinião!

MPSC leva detento à condenação do Júri pela morte de colega de cela em Presídio de Itajaí

Réu asfixiou o outro detento até a morte. Mais dois detentos respondem pelo crime, após o Ministério Público entrar com recurso para a Justiça aceitar a denúncia contra eles.

Por Redação

17 de agosto de 2021

às 11:20

Compartilhe
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp

 Um detento que matou um colega de cela asfixiado no Presídio do Complexo Penitenciário do Vale do Itajaí foi condenado em sessão do Tribunal do Júri na quinta-feira (12/8). Gelson Sebastião de Jesus foi denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por ter matado a vítima com um golpe de “mata-leão”.

 A Promotora de Justiça Cristina Balceiro da Motta explica que o réu teve a ajuda de outros dois detentos que estavam na cela no momento do crime. Os dois homens também foram denunciados pela 8ª Promotoria de Justiça de Itajaí, mas inicialmente a denúncia não foi aceita e o processo seguiu apenas com Gelson como réu. O MPSC recorreu e obteve a reforma da decisão no Tribunal de Justiça de Santa Catarina, assim, os dois agora respondem a uma ação penal pública pelo mesmo crime e deverão ser julgados pelo Júri em outra oportunidade.

 Os jurados que formaram o Conselho de Sentença seguiram o entendimento do MPSC e condenaram o réu por homicídio qualificado – por uso de asfixia.  O detento terá que cumprir a pena de 12 anos e dois meses de reclusão. O crime ocorreu em 17 de agosto de 2020.

 O Conselho de Sentença considerou que o homem cometeu o crime por relevante valor moral ou social, reduzindo assim a sua pena. O júri entendeu que Gelson matou motivado pela vítima estar cumprido pena por estupro de vulnerável e por haver um caso deste tipo de crime em sua família. O Conselho também acolheu a tese de que a vítima era uma pessoa perigosa e que o réu estava perturbado porque estava sem seus remédios.

 O réu não poderá recorrer em liberdade. A decisão é passível de recurso.

 Fonte: MPSC

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp

Últimas notícias

“Há fundadas razões para que tenha ocorrido direcionamento no procedimento licitatório”, “superfaturamento” e custos quase triplicados em contrato de R$ 1,36 milhão, alerta representação encaminhada por Eder Ceola.
Foi julgada inconstitucional lei complementar de município do sul do Estado.
O julgamento iniciou às 8h30min de quarta-feira (15/9) e encerrou às 2h45min desta quinta-feira (16).