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MPSC propõe estratégia integrada para enfrentar a violência nos estádios

Em reunião da Frente Parlamentar de Futebol, instituição indicou que pretende formalizar novo TAC que reúna todos os atores do futebol catarinense.

Por Redação

11 de março de 2026

às 16:00

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O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) defendeu, nesta semana, a criação de uma estratégia integrada para enfrentar a violência nos estádios. A proposta foi apresentada durante encontro da Frente Parlamentar do Futebol Catarinense e Combate à Violência nos Estádios que reuniu, na segunda-feira (10/3), forças de segurança, clubes, federação e representantes do Legislativo, além de representantes de torcidas organizadas.

A ideia central apresentada pelo MPSC é a elaboração de um novo compromisso de ajustamento de conduta, que reúna vários segmentos ligados ao futebol – inclusive as torcidas organizadas – , pautada na escuta qualificada dos subscritores e na discussão horizontalizada sobre obrigações de cada um dos envolvidos assumirá para coibir a violência nos estádios. O propósito é, além de atualizar e aperfeiçoar as ações já previstas no TAC em vigor, garantir que no futuro a pauta seja efetivamente acolhida pelos compromissários, gerando melhores resultados.

As representantes da Instituição – a Coordenadora do Centro de Apoio Operacional do Consumidor, Promotora de Justiça Aline Restel Trennepohl, e a Promotora de Justiça que atua na área do consumidor em Florianópolis, Priscila Teixeira Colombo – enfatizaram que a violência nos jogos não se resolve com medidas isoladas.

“Para funcionar, é preciso que segurança pública, clubes, federação, torcidas organizadas e poder público trabalhem juntos, com regras claras e compromisso contínuo”, afirmou Aline.

Segundo elas, uma atuação integrada permite organizar desde o planejamento das partidas até ações educativas e estratégias de conscientização das torcidas.

Participaram da reunião da Frente Parlamentar o seu presidente, o deputado Mário Motta, a Secretaria de Estado da Segurança Pública, o Comando da Polícia Militar, a Federação Catarinense de Futebol, dirigentes de clubes, além de representante do deputado Padre Pedro, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/SC), de torcidas organizadas de clubes da Capital e da imprensa.

Na ocasião, a Polícia Militar e a Secretaria de Segurança apresentaram uma carta de serviços voltada à proteção do torcedor, com protocolos de atuação antes, durante e depois dos jogos. As instituições também destacaram o uso de tecnologias de modernização, especialmente o reconhecimento facial, apontado como ferramenta importante para identificar envolvidos em agressões e prevenir novos episódios.

Os clubes manifestaram interesse em fortalecer a cooperação entre todas as entidades envolvidas. O presidente do Avaí ressaltou que a responsabilidade pela segurança deve ser compartilhada, reforçando que trabalhar de forma conjunta é o caminho mais efetivo para garantir um ambiente seguro.

Ao final do encontro, houve consenso de que o cenário atual exige coordenação real entre todas as instituições, e que o TAC proposto pelo MPSC pode ajudar a organizar essa atuação conjunta, criando uma política contínua e duradoura para a segurança dos torcedores catarinenses.

Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC

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