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Mulher suspeita do assassinato do marido vai a júri na comarca de São João Batista 

Sessão será realizada nesta semana em Nova Trento. Crime repercutiu no Vale do Rio Tijucas

Por Redação

25 de fevereiro de 2026

às 13:00

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Um caso de homicídio qualificado que ganhou repercussão na região do Vale do Rio Tijucas será julgado nesta quinta-feira, 26 de fevereiro, na comarca de São João Batista. A mulher acusada do homicídio do próprio marido será submetida ao Tribunal do Júri juntamente com um corréu, denunciado por participação no crime. Ambos respondem por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e adulteração de sinal identificador de veículo automotor. A mulher também é acusada de porte ilegal de arma de fogo de uso permitido.

A sessão terá início às 9h, na Casa da Cidadania, no município de Nova Trento, já que o fórum não dispõe de salão do júri no local. Ao todo, 10 testemunhas foram arroladas para a sessão plenária: duas pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e cinco por cada réu, sendo duas comuns à acusação e à defesa.

De acordo com a denúncia, o crime ocorreu na madrugada de 11 de setembro de 2024, em uma área de mata às margens da rodovia SC-108, no bairro Krequer, em São João Batista. Segundo o MPSC, os acusados agiram em comunhão de esforços e com intenção de matar, utilizando um fio de cobre para estrangular a vítima, circunstância que provocou insuficiência respiratória por asfixia mecânica, conforme laudo pericial.

Conforme a peça acusatória, após o homicídio, os denunciados incendiaram o corpo com substância inflamável, colchão, tecidos e papel, com o objetivo de dificultar a localização e a identificação da vítima, causando sua parcial carbonização. Antes do transporte do corpo, os réus ainda teriam adulterado a placa de uma caminhonete com o uso de fita isolante para alterar um dos caracteres, a fim de dificultar a identificação do veículo por câmeras de monitoramento. A mulher responde ainda pelo porte ilegal de um revólver calibre .38, municiado, durante fuga para o Paraguai, país vizinho onde ocorreu sua prisão.

A sessão será presidida pelo juízo da 2ª Vara da comarca de São João Batista. O processo tramita sob sigilo.

Fonte:  NCI/Assessoria de Imprensa

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