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Operação Mata Atlântica em Pé identificou 114 áreas desmatadas ilegalmente

A operação resultou em mais de R$ 4,1 milhões em multas a infratores em Santa Catarina.

Por Redação

4 de outubro de 2021

às 10:40

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 A quarta edição da Operação Mata Atlântica em Pé, iniciativa nacional voltada para o combate ao desmatamento e à recuperação de áreas degradadas, terminou ta quinta-feira (30/9) em Santa Catarina. Deflagrada em território catarinense na sexta-feira, 17 de setembro, a ação detectou uma área total de desmatamentos ilegais de 528 ha, o equivalente a 640 campos de futebol, um aumento de aproximadamente 15% em relação à Operação Mata Atlântica em Pé 2020. As autuações chegam a R$ 4,112 milhões em multas potenciais, que ainda estão sujeitas a recursos administrativos.

 Durante duas semanas, foram fiscalizadas 135 áreas com alertas de possíveis desmatamentos ilegais gerados pelo sistema MapBiomas em Santa Catarina e, em 85% desses alertas, ou seja, em 114 áreas, foi confirmada a supressão ilegal de florestas da Mata Atlântica. Segundo a Polícia Militar Ambiental, a principal irregularidade foi o corte não autorizado de mata nativa para o cultivo agrícola no terreno.

 Coordenada nacionalmente pelo Ministério Público do Paraná e executada a partir dos MPs estaduais com o apoio de diversos órgãos ambientais, a Operação Mata Atlântica em Pé foi deflagrada neste ano em 17 estados da Federação. A finalidade é identificar as áreas de Mata Atlântica desmatadas ilegalmente nos últimos anos, cessar os atos ilícitos e responsabilizar os infratores nas esferas administrativa, civil e criminal.

 Em Santa Catarina, a Operação Mata Atlântica em Pé 2021 foi coordenada pelo Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente do Ministério Público de Santa Catarina (CME/MPSC) e pela Polícia Militar Ambiental (PMA). No período, a PMA fiscalizou áreas com alertas de desmatamentos em 77 municípios.

 “Foram mais de 700 hectares de áreas fiscalizadas com a utilização de drones e tecnologias de geoprocessamento”, relata o Coronel Paulo Sérgio Souza, Comandante da PMA.

 A Coordenadora do CME, Promotora de Justiça Luciana Cardoso Pilati Polli, destaca o “intenso e profícuo trabalho de fiscalização feito pela Polícia Militar Ambiental na Operação, que vistoriou, num curto período de tempo, 85% dos alertas existentes, enfrentando, para isso, condições climáticas e obstáculos naturais bastante adversos”.

 “Agora as provas levantadas pela PMA serão encaminhadas aos Promotores de Justiça do Meio Ambiente para a tomada das providências civis e criminais”, explica Pilati Polli.

 Fonte: MPSC

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