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Parecendo novela, obras paralisadas de Ponte Estaiada ganham nova licitação, mas dúvida fica: será, enfim, o último capítulo?

Sonho do “cartão postal” ligando dois bairros é misto de promessas políticas, atraso no cronograma, decepção aos moradores e prejuízo ao erário, além de incluir até morte.

Por Redação

9 de agosto de 2021

às 10:20

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 Faltando duas semanas para completar 11 anos da morte do idealizador da “ponte estaiada”, o prefeito de Taió (SC), Horst Alexandre Purnhagen (MDB), tornou público, na quinta-feira (5), o processo de licitação que prevê a contratação da empresa que deverá construir a “obra remanescente” do tão aguardado acesso à Praça Central, a popular “passarela estaiada”. O ato de entrega e de abertura dos envelopes está marcado para ocorrer na manhã do próximo dia 26 de agosto.

 Por conta de sucessivos atrasos, a novidade não devolve a plena confiança de que, dessa vez, a abertura da travessia sobre o Rio Itajaí do Oeste estará garantida. Porém, reacende a esperança de, enfim, permitir o acesso rápido a pedestres e ciclistas, entre os bairros Victor Konder e Centro, na Praça João Machado da Silva.

 A passos de tartaruga

 O sonho de ver pronto o “cartão postal” da pacata cidade do Alto Vale do Itajaí, com população estimada em pouco mais de 18 mil habitantes, já dura 14 anos. A obra da ponte estaiada foi idealizada em 2007, durante a gestão do prefeito José Goetten de Lima, o “Zeca Goetten”, que morreu aos 45 anos, vítima de infarto, em 19 de agosto de 2010.

 No entanto, a assinatura do convênio para a construção aconteceu apenas oito anos depois, no início de setembro de 2018, durante a gestão do prefeito Almir Reni Guski (PSDB). Já a expectativa mais recente para a conclusão dos trabalhos, que era fim do ano passado, acabou frustrada. 

 Pague DUAS e leve só UMA!

 Há três anos, quando o convênio de construção da ponte estaiada foi assinado, a obra tinha custo de R$ 479 mil. A maior parte, quase R$ 461 mil, repassada pelo Ministério do Turismo, representado pela Caixa Econômica Federal (CEF). O restante, R$ 18 mil, era a contrapartida financeira da prefeitura.

 Por conta de todos os percalços, agora o custo estimado já chega perto de quase R$ 1 milhão, praticamente o dobro do valor inicial.

 Quer dizer: com todo esse dinheiro, em vez de uma, os taioenses poderiam desfrutar da facilidade oferecida pela construção de duas pontes estaiadas no município.

 Nome do prefeito falecido?

 Os vereadores de Taió aprovaram o projeto de lei que nomeia a ponte estaiada quando a estrutura ainda não existia, no início de outubro de 2018, logo após a assinatura do convênio para a construção. E o nome escolhido foi justamente o do idealizador da travessia, o ex-prefeito José Goetten de Lima, como forma de homenagem póstuma.

 Como a obra demorou muito para sair do papel e houve problemas na execução, o projeto passou pelas mãos de vários gestores municipais. Zeca foi um dos fundadores do Partido da República (PR) em Santa Catarina, do qual integrava a Executiva Estadual. Almir Guski, que bem mais tarde assinou o contrato de construção da ponte, é filiado ao PSDB. Já Horst Alexandre Purnhagen, o atual prefeito, pertence ao MDB.

 Especula-se que a divergência política possa ser um dos principais motivos em torno do atual atraso na entrega da obra tão esperada e necessária à mobilidade do povo, como conta o radialista Marcos Roberto. (VEJA!)

 Estrutura

 A ponte estaiada de Taió ligará a Praça Prefeito João Machado da Silva ao bairro Victor Konder, atravessando o Rio Itajaí do Oeste. De acordo com o projeto, a estrutura terá pilares de concreto e estrutura metálica. Serão 77,6 metros de extensão por 2,5 metros de largura e 11 metros de altura. A obra contempla ainda mirante e iluminação especial.

 Fonte: Da Redação

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