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Pessoas e entidades que defendem direitos dos idosos recebem prêmio Zilda Arns

Entre os agraciados estão duas entidades beneficentes e o padre Júlio Lancelotti, que atua junto a pessoas em situação de rua em São Paulo.

Por Redação

30 de setembro de 2021

às 13:20

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 Em cerimônia virtual, a 2ª Secretaria da Câmara dos Deputados entregou nesta quarta-feira (29) o prêmio Zilda Arns pela Defesa e Promoção dos Direitos da Pessoa Idosa. A escolha dos cinco premiados foi feita por um colegiado da Comissão de Direitos da Pessoa Idosa.

 Duas entidades beneficentes foram agraciadas, uma da Bahia e outra do Espírito Santo. A entidade filantrópica Obras Sociais Irmã Dulce abriga um dos maiores complexos de saúde integralmente SUS do país, com cerca de 4,5 milhões de atendimentos ambulatoriais por ano, entre idosos, pessoas com deficiência e com deformidades craniofaciais, pacientes sociais, pessoas em situação de rua, usuários de substâncias psicoativas e crianças e adolescentes em situação de risco social. Já a Sociedade Cultural e Beneficente Monsenhor Alonso, do Espírito Santo, é uma casa de repouso de idosos que exerce ação de proteção e abrigo a moradores de rua na cidade de Vitória.

 O administrador do centro de acolhida, padre Reuber Cogo Daltio, recebeu a premiação. “Isso aqui é um trabalho de várias mãos, não só de quem faz a gestão do lar, mas é de cada colaborador. Os nossos funcionários são muito queridos porque eles estão aqui conosco quase há dez anos, desde o início da fundação, e passaram por aqui e ainda estão conosco porque fazem esse trabalho com carinho, com amor, com dedicação, dando parte da sua vida nesse empreendimento”, disse.

 A Sociedade Cultural e Beneficente Monsenhor Alonso é uma Instituição de Longa Permanência de Idosos (ILPI). As ILPIs são instituições, governamentais ou não, de caráter residencial e destinadas ao domicílio coletivo de pessoas com 60 anos de idade ou mais.

 A líder da frente nacional que defende esses institutos também foi agraciada (Frente Nacional de Reforços às ILPIs). É a médica geriatra mineira Karla Giacomin, coordenadora da política de saúde de Belo Horizonte e também consultora da Organização Mundial da Saúde, além de vice-presidente do Centro Internacional de Longevidade. Giacomin dedicou o prêmio às pessoas invisibilizadas da sociedade.

 “Especialmente os que atuam nas famílias do Brasil e que não podem contar com a política nacional de cuidados continuados, que faz tanta falta. A pandemia revelou um SUS potente, que tem sido atacado, e um Sistema Único de Assistência Social, que precisa ser fortalecido para que as instituições deixem de ser o vilão da história e passem a ser um elo fundamental no âmbito de uma política de assistência social e de uma política nacional de cuidados continuados”, discursou.

 Também recebeu o prêmio a assistente social de Minas Gerais Lidiane Charbel Souza Peres, gerontologista em Juiz de Fora e coordenadora-adjunta da Fórum de Instituições de Longa Permanência para Idosos. O outro agraciado foi o padre Júlio Lancellotti, um militante dos direitos humanos que realiza trabalho em prol de pessoas em situação de rua, especialmente na cidade de São Paulo.

 A solenidade foi presidida pela segunda secretária da Câmara, deputada Marília Arraes (PT-PE).

 “Gostaria de parabenizar todos os agraciados pelo recebimento do prêmio, que é um reconhecimento muito justo pelo trabalho que já desenvolvem por garantias de direitos humanos das pessoas idosas, transformando positivamente e consideravelmente a vida das pessoas nas comunidades onde atuam e contribuindo para o desenvolvimento do Brasil.”

 Premiação

 O prêmio Zilda Arns foi criado em 2017. Zilda Arns foi médica atuante em causas humanitárias e sanitaristas. Ela foi também integrante do Conselho Nacional de Saúde e morreu em 2010, vítima de um terremoto no Haiti.

 Fonte: Agência Câmara de Notícias

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