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Polêmica em Witmarsum: Movimento “Unidos pela Educação” questiona mudanças e cobra transparência de Pauli

Comunidade escolar alerta para riscos de precarização de cargos e exige estudos técnicos antes de decisões sobre futuro da rede municipal de ensino.

Por Redação

1 de novembro de 2025

às 06:30

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Pais, professores e a comunidade escolar de Witmarsum, no Alto Vale do Itajaí (SC), se mobilizam contra mudanças na educação apresentadas pela gestão do prefeito Pauli Zerna (PP), do vice-prefeito Sérgio Borges (MDB) e da secretária de Educação Cheila Aparecida Modolon. A reação surgiu durante um evento da categoria realizado na última quarta-feira (29). O movimento “Unidos pela Educação” critica a proposta protocolada um dia antes na Câmara, que solicita votação única em sessão extraordinária, sem debate amplo.

Segundo o grupo, o discurso oficial fala em cortes de gastos e modernização, mas a prática evidencia prioridades contraditórias: enquanto se anuncia contenção de despesas, são retiradas vagas de professores e investimentos em sua formação — fundamentais para garantir atendimento de qualidade da creche ao 5.º ano — para, em seguida, criar cargos administrativos e contratar profissionais de apoio com formação limitada ao ensino médio.

Professores em formação — muitos cursando licenciaturas e especializações — seriam substituídos por auxiliares com cursos rápidos de 80 horas, inclusive para atuar com alunos da educação especial.

De acordo com o manifesto, essa “falsa economia” precariza o trabalho pedagógico e coloca em risco o desenvolvimento das crianças, especialmente aquelas com necessidades educacionais específicas.

Insegurança e educação municipal em risco

O movimento também questiona a compra de materiais caros para melhorar o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). “Quanto custarão esses materiais? Qual o plano de uso efetivo? Por que se prioriza a compra quando há recursos gratuitos e de qualidade disponíveis na internet? A transparência orçamentária é essencial”, afirma o documento.

A Creche Municipal Professora Rosane Luísa Schutze de Mello, que atende crianças de 0 a 3 anos, é citada como exemplo de preocupação. O manifesto alerta que “retirar professores de sala e substituir por auxiliares, reduzir espaços de convívio e transformar solários em ‘mini-salas’ para ampliar turmas de forma assistencialista demonstra falta de projeto pedagógico consistente. Ampliação de vagas não pode significar redução da qualidade”.

Pedido de audiência pública

Os organizadores do movimento exigem que o prefeito, o vice-prefeito e a secretária apresentem estudos técnicos que justifiquem a proposta, comprovem que houve consulta aos professores e detalhem, com números e prazos, como as medidas vão melhorar a aprendizagem. “Decisões não podem ser tomadas apenas por conveniência administrativa ou pressa política — estão em jogo o direito à educação e o futuro das nossas crianças”, reforça o manifesto.

Antes de qualquer mudança, o grupo pede avaliação detalhada do impacto sobre a educação infantil, ensino regular e educação especial, preservação da formação docente e realização de audiência pública com a comunidade escolar. “Educação é investimento estratégico — reduzir formação e precarizar cargos não é solução, é retrocesso”, conclui o documento, convocando reflexão urgente sobre o futuro da educação em Witmarsum.

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